Guiné-Bissau

PIB da Guiné-Bissau cresce 2,7%

Sede do Fundo Monetário Internacional, em Washington
Sede do Fundo Monetário Internacional, em Washington © novosti.err.ee

A economia guineense deverá crescer este ano na ordem de 2,7% ao contrário do fraco desempenho no ano anterior. Em 2013 o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não superou os 0,3%, avaliou a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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O FMI concluiu esta terça-feira uma missão de avaliação das contas e políticas macroeconómicas da Guiné-Bissau. A taxa de evolução prevista para este ano é de nove vezes superior ao ano precedente.

O chefe da Missão do FMI à Bissau, Maurício Villafuerte, explicou que subida do PIB se deve à entrada das receitas provenientes da castanha de caju, que este ano conhecerá melhores preços, mas ainda à chegada de mais fundos dos principais doadores do país que este ano voltaram a ajudar Bissau.

A inflação controlada e a confiança dos bancos sub-regionais nas novas autoridades guineenses permitiu um empréstimos de 22,8 milhões de euros ao governo.

Geraldo Martins, o novo ministro da Economia e Finanças, afirmou que a meta é o governo restabelecer rapidamente um programa de assistência com a instituição internacional, "o nosso objectivo é ter um programa com o Fundo Monetário Internacional o mais rapidamente possível. Um programa com o fundo é importante porque proporciona um quadro de confiança. Os parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau sentir-se-ão mais confiantes em apoiar a Guiné-Bissau se tivermos um programa com o FMI do que se não tivermos".

Assim, o ministro da Economia e Finanças  explicou que a missão serviu para analisar o quadro macroeconómico "para se perceber qual é a situação macroeconómica para se apurar a situação fiscal, e em função destes dados trabalhar em conjunto no sentido de montar uma estratégia para um programa", ouvido pelo nosso correspondente na Guiné-Bissau, Mussá Baldé.

Correspondência da Guiné-Bissau

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