MOÇAMBIQUE

Moçambique: Governo e Renamo chegam a acordo

Parlamento moçambicano
Parlamento moçambicano DR

Ao fim de 69 rondas de negociações, iniciadas em finais de 2012, o Executivo e a Renamo alcançaram hoje consenso nas conversações para o fim da crise político-militar. O próximo passo é a assinatura do acordo de cessação das hostilidades pelo chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, e pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

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O fim da crise político-militar em Moçambique pode estar à vista, a cerca de dois meses das eleições gerais no país. O consenso chegou à 69ª ronda negocial entre representantes do Governo e da Renamo, o principal partido da oposição.

No final do encontro, o chefe adjunto da delegação do Governo, Gabriel Muthisse, admitiu terem sido consensualizados “os princípios gerais” do Memorando de Entendimento e também o documento relativo aos termos de referência para a vinda de observadores militares estrangeiros. Muthisse disse, ainda, que estes observadores vão verificar e monitorizar o processo de integração da Renamo nas forças armadas e na polícia.

O próximo passo é preparar o encontro entre o Presidente da República, Armando Guebuza, e o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, para a assinatura do acordo de cessação das hostilidades.

Gabriel Muthisse, chefe adjunto da delegação do Governo

O chefe-adjunto da delegação do Governo nas negociações adiantou, também, que as duas partes acordaram submeter à Assembleia da República um projeto de lei de amnistia para os autores de alegados atos criminais ocorridos desde o início dos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e homens armados da Renamo.

Por sua vez, o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiane, confirmou que "o memorando está concluído", mas sublinhou que "o mais importante agora é a sua implementação" e destacou que "é óbvio que hoje não assinamos o fim das hostilidades no país" mas espera que esse dia chegue.

 

Saimone Macuaine, Chefe da delegação da Renamo

Ambas as declarações foram recolhidas pelo nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa.

A crise política e militar moçambicana, iniciada no início do ano passado, causou um número indeterminado de mortos em confrontos no centro do país.
 

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