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MOÇAMBIQUE

Moçambique: porta-voz da Renamo já em liberdade

DR
Texto por: Miguel Martins
2 min

António Muchanga, membro sénior da Renamo, maior partido da oposição moçambicana, foi hoje solto da Cadeia de máxima segurança da Machava, encontrando-se em sua casa e bem de saúde. Alice Mabota, a sua advogada, alegou à RFI pretender conversar com o líder da Renamo acerca da situação dos demais presos do movimento da perdiz que deveriam ser soltos no âmbito da entrada em vigor da nova lei da amnistia.

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Esta lei da amnistia hoje publicada fora promulgada pelo presidente da república nos últimos dias após a sua aprovação há uma semana na Assembleia da República por unanimidade.

O texto aplica-se, nomeadamente, à recente crise político-militar em Moçambique que se traduziu pela multiplicação de ataques armados e, mesmo, pela fuga para local incerto do líder da Renamo (Resistência nacional moçambicana).

Afonso Dhlakama, um dos candidatos às eleições presidenciais de Outubro próximo, encontra-se verosimilmente na região da Gorongosa, na província central de Sofala, após a base onde se encontrava entrincheirado na altura ter sido ocupada por tropas governamentais.

António Muchanga, porta-voz do movimento da perdiz, fora detido a 7 de Julho à margem da reunião do Conselho de Estado, órgão de que era membro, estrutura que lhe levantara a imunidade de que beneficiava. 

Apesar da sua libertação outros elementos do partido da oposição moçambicana ainda se encontrariam detidos.

Alice Mabota, a advogada de António Muchanga, e líder da Liga moçambicana de direitos humanos, alega estar a levar a cabo um levantamento dos casos ainda pendentes, alegando que este passo vai no bom sentido.

 

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