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Convidado

Presidente angolano volta atrás e despromove general que promovera

Áudio 05:10
Brigadeiro-General angolano, António Manuel Gamboa Vieira Lopes, despromovido depois de promoção, imagem da angola24horas.com
Brigadeiro-General angolano, António Manuel Gamboa Vieira Lopes, despromovido depois de promoção, imagem da angola24horas.com DR
Por: João Matos

O nosso Convidado é David Mendes, político e advogado angolano, com quem vamos analisar o caso da alta patente militar angolana, António Manuel Gamboa Vieira Lopes, promovido a Brigadeiro-general, pelo Presidente angolano, que foi obrigado a revogar a promoção, depois duma onda de protesto na sociedade angolana.Uma certa opinião pública angolana insurgiu-se contra a promoção, alegando que o oficial António Gamboa Vieira Lopes, na altura da promoção em 2012, na qualidade de Chefe dos serviços de Inteligência e Segurança, deu ordens expressas para raptar e prender dois jovens activistas angolanos, Alves Kamulingue e Isaías Cassule, em maio do mesmo ano, e que viriam a ser assassinados. Aliás, o oficial angolano, Vieira Lopes, chegaria a estar preso, acusado de ser a autoridade moral dos raptos e homicídios, e estava na prisão, quando o Presidente José Eduardo dos Santos, enquanto Comandante em chefe das Forças armadas, assinou o despacho de promoção, a Brigadeiro-general. "Nós esperávamos uma atitude desta, porque no nosso entender, se não houvesse uma posição destas, de revogar o despacho, essa ordem de nomeação, seria como se fosse um encobridor dum acto repugante. Acreditamos que com esse gesto, o Presidente veio demonstrar que não vai encobrir, e quer que neste caso, se chegue, à conclusão de responsabilizar os que forem culpados..." Palavras do nosso entrevistado, David Mendes, advogado angolano.

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