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MOÇAMBIQUE

Moçambique: encontrado material de votação em Manica

Votação perto da Gorongosa (centro) para as eleições autárquicas de 20 de Novembro de 2013
Votação perto da Gorongosa (centro) para as eleições autárquicas de 20 de Novembro de 2013 Reuters
Texto por: RFI
6 min

Um desacato inédito em Nampula, no norte, opôs nesta quinta-feira militantes da Frelimo, partido no poder em Moçambique, a adeptos da Renamo, maior força da oposição. Numa altura em que as autoridades estão a investigar o material de votação encontrado em Manica.

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O material eleitoral encontrado na província central de Manica está a levantar suspeitas sobre o bom desenrolar do processo em curso.

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo, tem mais informação.

Correspondência de Moçambique

Moçambique vai a votos para eleições gerais no próximo dia 15 num escrutínio, nomeadamente presidencial, disputado pelos líderes da Renamo, Afonso Dhlakama, do MDM, Daviz Simango, e pelo ex ministro da defesa, Filipe Nyusi, da Frelimo, partido no poder.

Tinham-se multiplicado no norte e no sul incidentes provocando feridos graves entre adeptos da Frelimo e do MDM ao longo do mês de campanha eleitoral, mas os desacatos desta quinta-feira teriam, pois, implicado também adeptos da Renamo, pela primeira vez.

E isto precisamente no dia em que o presidente da Comissão nacional de eleições, Abdul Carimo, apelara a que as congregações religiosas apelassem junto dos seus fiéis para se pautarem por uma atitude não violenta.

De lembrar que este escrutínio marca o regresso da Renamo às urnas após a obtenção da sua exigência de revisão dos órgãos eleitorais e com o acordo de cessação de hostilidades concluído pelo partido e pelas autoridades de Maputo.

O movimento da perdiz que boicotara, nomeadamente, as eleições autárquicas realizadas em 2013.

Noutro plano estava convocada para este sábado uma marcha denunciando em Nampula, no norte, a proibição do véu islâmico nas escolas. 

No entanto Juma Cadria, membro do Conselho islâmico de Moçambique, distancia-se da organização do protesto e denuncia o alegado aproveitamento político que poderia estar a exisitir em pleno contexto eleitoral.

Juma Cadria, Membro do Conselho Islâmico de Moçambique

 

 

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