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Moçambique

Moçambique assinala os 22 anos dos acordos de Roma

O Presidente Armando guebuza e o líder da Renamo Afonso Dhlakama aquando da ratificação do acordo de cessação das hostilidades a 5 de Setembro de 2014
O Presidente Armando guebuza e o líder da Renamo Afonso Dhlakama aquando da ratificação do acordo de cessação das hostilidades a 5 de Setembro de 2014 Orfeu Lisboa
Texto por: RFI
4 min

Os moçambicanos assinalaram este sábado, 4 de outubro, o dia da paz, uma referência à assinatura dos acordos de Roma, há 22 anos, que puseram fim à guerra civil, entre a Frelimo e a Renamo.

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Mas este dia de hoje ficou igualmente marcado por um acidente na cidade de Tete, no centro de Moçambique, quando o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, acusou os membros do governo provincial, de terem fugido das cerimónias de deposição de uma côroa de flores, ocorridas na Praça da Independência.

 

"Eu estava para chegar aqui, às 8 horas e meia. O homem do Protocolo, ligou para os meus assessores, dizendo que o 'Presidente Dhlakama, demorava um bocadinho, mais vinte minutos'.

 

Cheguei há muito tempo, estava parado aqui", acrescentou o líder da Renamo, que mesmo na ausência do governo provincial, fez um discurso, apelando à reconciliação nacional.

 

"A minha presença nestas celebrações do 4 de outubro, servem para reafirmar um compromisso assumido, recentemente em Maputo, com a assinatura de um novo acordo que nos devolveu a paz", sublinhou Afonso Dhlakama.

 

Enquanto isto, na Praça da Paz, em Maputo, o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, apelou à união dos moçambicanos, durante as cerimónias centrais, assinalando os 22 anos dos acordos de paz de Roma:

 

"O nosso Governo tem estado a fazer a sua parte neste sentido, incutindo o valor da paz e de reconciliação nacional no seio do nosso povo, liderando e mobilizando mais vontades e atores para a reflexão sobre o estabelecimento, estruturação, funcionamento e financiamento de um Fundo da Paz e Reconciliação Nacional, e continuando com o diálogo com a Renamo e facilitando o trabalho dos observadores militares internacionais", declarou o Presidente moçambicano.

 

De Maputo, o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

 

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo

 

 

 

 

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