MOÇAMBIQUE

Moçambique: Renamo boicotou tomada de posse

O candidato da Renamo Afonso Dhlakama em comício a 11 de Outubro de  2014 em Maputo, Moçambique.
O candidato da Renamo Afonso Dhlakama em comício a 11 de Outubro de 2014 em Maputo, Moçambique. Gianluigi Guercia/AFP

A Renamo, maior força da oposição moçambicana, boicotou hoje a tomada de posse dos membros das Assembleias provinciais. O partido da perdiz denuncia, desta feita, fraudes nas eleições gerais de 15 de Outubro, ganhas oficialmente pela Frelimo, partido no poder. A Renamo exige um governo de gestão, solução já descartada pela Frelimo.

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Depois da tomada de posse das assembleias provinciais será a vez dos deputados tomarem posse no dia 12 na Assembleia da República.

Aguarda-se novo boicote da Renamo, medida que poderia vir a significar perda de mandato dos parlamentares em causa de acordo com o porta-voz da comissão permanente do hemiciclo.

Dia 15 deve ter lugar a tomada de posse de Filipe Niusi, presidente eleito, de acordo com os dados homologados pelos órgãos estatais.

A Renamo ameaçara assumir o poder nas províncias em que saíra vitoriosa.

Não é inédito este cenário de boicote dos órgãos saídos das eleições em Moçambique por parte da Renamo. Nas anteriores tal acontecera, com depois os parlamentares da Renamo a virem a ocupar os seus lugares na Assembleia da República.

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo, tem mais informação.

Correspondência de Moçambique

De salientar que este boicote ocorre no dia seguinte à prisão na Matola, arredores da capital, por algumas horas do porta-voz da Renamo. 

Uma captura entretanto anulada pelo Tribunal provincial de Maputo e que tinha tido como base a incitação à violência a propósito de uma manifestação organizada pelo movimento de Dhlhama denunciando alegadas fraudes eleitorais.

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