São Tomé e Príncipe

Governo santomense abre inquérito sobre morte de taxista pela polícia

Corpo policial em S. Tomé e Príncipe, com a devida vénia aos colegas do jornal do luxemburgo
Corpo policial em S. Tomé e Príncipe, com a devida vénia aos colegas do jornal do luxemburgo DR

Incidentes nos dois últimos dias, opuseram forças policias e populares, que se apoderaram do cadáver, de um taxista, aparentemente, morto pela polícia, populares, que invadiram, as ruas de capital, denunciando o ocorrido.

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O taxista que se tinha abastecido em areia, extraída ilegamente, perto de um centro comercial da capital, nas imediações de uma das praias, estava a ser perseguido pela polícia, que terá disparado, atingido-o, mortalmente, tendo perdido, o controlo do seu taxi, que caiu numa ravina, que dava para o mar. 

A polícia desmentiu logo, ter disparado para matar o motorista, e em sua defesa, alegou, que o taxista, morreu, na queda do seu taxi, ao mar. 

Populares e familiares da vítima, conseguiram apoderar-se do corpo já morto do taxista, e desfilaram pelas ruas de S. Tomé, para denunciar o ocorrido, e quando se aproximavam  do Palácio, exibindo o cadáver, foram impedidos pelas forças policiais, originando, incidentes, com os manifestantes.

Paralelamente aos incidentes, chegou-se falar,  num segundo morto, um segurança do privado, que estava sentado num banco, ao ar livre, que teria sido atingido mortalmente, por uma bala perdida, disparada pelas forças policiais.

Contudo, mais tarde, veio-se a saber, que o segurança  estava vivo mas gravemente ferido, assim como uma outra pessoa, e ambos, estavam a receber tratamento, num hospital da capital santomense.

Por outro lado, no comunicado do governo, não se faz, nenhuma referência, a uma segunda morte, e tse o ocorrido teria a ver, com os tumultos entre populares e a polícia militar e costeira santomense. 
O que as autoridades afirmam no comunicado, é que foi aberto esse inquérito, com vista a esclarecer, detalhadamente, e no mais curto espaço de tempo possível, as circunstâncias da ocorrência.

Por outro lado, o governo considera, que não é admissível, que face a uma infeliz situação, pessoas encontrem pretexto para provocar distúrbios e confusão, que afectam a imagem de São Tomé e Príncipe.
 

O Primeiro-Ministro e Chefe do Governo Santomense, Patrice Trovoada, no seu regresso, após um périplo aos países Europeus e do Médio Oriente, pretende que o resultado do inquérito, seja o mais rápido possível.

As pessoas que praticaram os actos de vandalismo serão responsabilizadas pelas autoridades, afirma ainda o comunicado, que por ora, iliba antecipadamente, as forças policias, de qualquer tentativa de perseguiçaão e consequente morte do taxista.
 

Na oposição, o MLSTP-PSD, a maior força politica, reagiu reconhece,do que a extracção abusiva da areia tem contribuído para a degradação do ambiente em São Tomé e Príncipe, e o PCD, afina-se pelo mesmo diapasão, apelando o governo a tomar medidas correctivas.

 

Com a colaboração do nosso correspondente, em S. Tomé, Maximino Carlos.

 

Maximino Carlos, correspondente em S. Tomé e Príncipe

 

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