Etiópia

Etiópia é palco de Conferência sobre Financiamento para o Desenvolvimento

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao lado da presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, na Conferência  sobre Financiamento para o Desenvolvimento, a 13 de Julho de 2015.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao lado da presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, na Conferência sobre Financiamento para o Desenvolvimento, a 13 de Julho de 2015. REUTERS/Tiksa Negeri

A Conferência sobre Financiamento para o Desenvolvimento começou na segunda-feira e dura até esta quinta-feira. O objectivo é chegar a um acordo para financiar de forma sustentável a erradicação da pobreza e da fome até 2030.

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos dirigentes mundiais  “flexibilidade” e “compromisso” durante o discurso de abertura da Conferência sobre Financiamento para o Desenvolvimento que começou esta segunda-feira em Addis Abeba e que dura até quinta-feira.

A conferência reúne milhares de participantes, incluindo centenas de ministros e chefes de Estado de países doadores e em desenvolvimento.

O objectivo é encontrar os financiamentos para cumprir os 17 objectivos do desenvolvimento sustentável que as Nações Unidas estão a fixar para 2015-2030 e que deverão ser adoptados em Setembro em Nova Iorque, tendo como ambição a erradicação da pobreza e da fome no mundo até 2030.

Esta é a terceira conferência sobre financiamento para o desenvolvimento depois dos encontros de Monterrey em 2002 e de Doha em 2008, sendo considerada como um teste à vontade dos estados de avançarem com a nova agenda da ONU para o desenvolvimento.

A conferência deverá sublinhar o objectivo dos países desenvolvidos de dedicarem 0,7% da sua riqueza nacional à ajuda ao desenvolvimento, principalmente aos países mais pobres, algo que até hoje foi pouco respeitado, de acordo com a agência AFP.

Outro ponto que deverá estar em debate é a criação de um organismo fiscal no seio da ONU para lutar contra a evasão fiscal das multinacionais que, de acordo com a ONG Oxfam, priva os países em desenvolvimento de cerca de 100 mil milhões de dólares por ano.
 

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