Política/Costa do Marfim

Costa do Marfim vai às urnas sem entusiasmo

Cartazes de campaha do candidato  Alassane Ouattara em Yamoussoukro.
Cartazes de campaha do candidato Alassane Ouattara em Yamoussoukro. REUTERS/Thierry Gouegnon

A Costa do Marfim vai neste domingo às urnas para eleger o seu presidente da República num clima de apaziguamento , após as terríveis convulsões de 2010, mas sem uma grande mobilização por   parte dos eleitores sobre os os quais paira o espectro de Laurent Gabgbo, actualmente detido na prisão do Tribunal Penal Internacional em Haia.

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 O presidente cessante, Alassane Ouattara, tido como o principal favorito da eleição presidencial que se realiza neste domingo, espera obter uma vitória desde a primeira volta do escrutínio. Queixando-se por não dispôr dos mesmos meios que Alassane Ouattara para efectuar campanha, a oposição criticou também o chefe de Estado vigente por este não ter feito progredir a causa da reconciliação nacional,após uma década de conflito que culminou em 2011 com violentos recontros entre os seus partidários e os do antigo presidente , Laurent Gbagbo, condenado por crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional e actualmente preso em Haia.

  O relançamento da economia da Costa do Marfim por Alassane Ouattara, não esconde contudo as dificuldades enfrentadas pelo actual presidente em mobilizar a totalidade dos eleitores para um escrutínio, que segundo observadores poderá ser marcado por uma forte taxa de abstenção. Amnesty International considera que uma das causas do desencanto da população têm sido as constantes detenções e prisões arbitrárias de opositores políticos à Alassane Ouattara.

Pascal Affi N'Guessan, presidente da FPI(Frente Popular Marfinense) fundada por Laurent Gbagbo, é o principal rival de Ouattara, no escrutínio de domingo.

 Cerca de 34 .000 militares, dos quais 6.000 capacetes azuis manterão a segurança em todo o país e paralelamente uma campanha através de cartazes, pede aos 23 milhões de marfinenses para respeitar os resultados da votação, que deverão ser publicados no início da próxima semana.

 

 

                        

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