Sudão do Sul

Riek Machar regressa à vice-presidência do Sudão do Sul

Riek Machar à sua chegada ao aeroporto de Juba, neste 26 de Abril.
Riek Machar à sua chegada ao aeroporto de Juba, neste 26 de Abril. REUTERS/Jok Solomun

Depois de vários dias de hesitações, o chefe rebelde Riek Machar regressou a Juba, a capital do Sudao do Sul, e foi reinvestido na vice-presidência do país, cargo que ocupava em 2013 quando estalou o conflito com Salva Kiir, o presidente deste jovem Estado independente apenas desde 2011.

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Dias antes da sua chegada a Juba, o seu número dois tinha regressado à capital e ontem tinha sido a vez do seu Chefe de Estado-maior chegar a Juba com uma centena de soldados, Riek Machar tendo-se feito esperar, tal era o clima de desconfiança entre os beligerantes depois de mais de 2 anos de conflito. Ao prestar juramento hoje, Riek Machar apelou à unidade "para que o país possa sarar as suas feridas".

Com o regresso de Riek Machar à vice-presidência, cumpre-se um dos preceitos estabelecidos no acordo de paz assinado em Agosto de 2015, devendo em seguida ser formado um governo de unidade nacional e serem tomadas medidas transitórias de segurança. Ao referir esperar que "a transição vá mesmo começar" com o regresso de Machar, a ONU emitiu advertências sobre o facto da situação securitária continuar precária com combates intermitentes em diferentes regiões do país.

A ONU também alertou para a situação humanitária num país onde mais de metade da população está a precisar de ajuda. O conflito do Sudão do Sul, cujo horror foi denunciado em vários relatórios, foi marcado por dezenas de milhares de mortos -não havendo balanços exactos massacres com carácter étnico, violações, torturas e cerca de 2,5 milhões de deslocados.

 

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