África do Sul

Estudantes bloqueiam universidades na África do Sul

Universidade de Witwatersrand, África do Sul
Universidade de Witwatersrand, África do Sul Wikimedia

Na África do Sul estudantes das quatro principais universidades do país estão em greve há duas semanas. O objetivo é forçar o governo a recuar sobre o aumento de 8% nas propinas. As greves estão a afectar os estudantes moçambicanos e angolanos que estão privados das aulas.

Publicidade

Pela segunda semana consecutiva várias universidades públicas na África do Sul, designadamente em Joanesburgo, Cidade do cabo, Pretória e Kwaazulu-Natal, em Durban, tem sido palco de protestos de estudantes contra o aumento das propinas.

Para os alunos lusófonos, moçambicanos e angolanos, estas manifestações estão a ter um grande impacto no seu ano académico. Os alunos afirmas que estas greves os estão a impedir de assistirem às aulas que neste momento foram canceladas. Todas as actividades foram suspensas por causa das mobilizações dos alunos, que exigem, que o Governo da África do Sul cancele o reajuste de 8% das propinas e declare ensino superior gratuito.

Ontem na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, a marcha estudantil tornou-se violenta. Alguns manifestantes atacaram os veículos da polícia com pedras e as autoridades responderam com balas de borracha e gás lacrimogéneo, para dispersar a multidão.

Esta quarta-feira os responsáveis da universidadevieram dizer que foram alcançados alguns acordos com os alunos através da ajuda de mediadores, sendo que o programa académico será retomado na segunda-feira. Os alunos comprometeram-se a trabalhar com a administração para salvar o ano lectivo.

Correspondência de Mariamo Hassamo

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI