Gâmbia

Yahya Jammeh rejeita derrota nas eleições presidenciais

Yayha Jammeh, a 29 de novembro, em Banjul, durante a campanha eleitoral das presidenciais de 1 de dezembro de 2016
Yayha Jammeh, a 29 de novembro, em Banjul, durante a campanha eleitoral das presidenciais de 1 de dezembro de 2016 REUTERS/Thierry Gouegnon

O derrotado nas últimas eleições presidenciais na Gâmbia, Yahya Jammeh, no poder há 22 anos, recusa a sua derrota e interpos recurso ao Supremo tribunal, denunciando fraudes que favoreceram o vencedor Adama Barrow.

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O Presidente cessante da Gâmbia, Yahya Jammeh, recusa reconhecer a sua derrota nas últimas eleições presidenciais de 1 de dezembro que deram a vitória ao seu opositor, Adama Barrow.

Yahya Jammeh, afirma recorrer ao Supremo tribunal, para se pronunciar sobre fraudes nessas eleições, contstando assim a sua derrota.

A derrota de Jammeh, no poder ha 22 anos, suscitou esperança de uma transição democrática, com a vitória de Adama Barrow.

Aliás, Jammeh, começou por reconhecer a sua derrota, quando forma publicados os resultados das eleições de 1 de dezembro, dando vitória a Adama Barrow.

Contudo, sexta-feira à noite, Yahya Jammeh, veio afirmar, que após "um inquérito completo, decidiu rejeitar o resultado da recente eleição presidencial. Deploro anomalias sérias e inaceitáveis que aparentemente ocorrorem durante o o processo eleitoral".

Por seu lado, num comunicado lido este sábado, 10 de dezembro, o partido no poder, Aliança para a reorientação patriótica e a construção, afirma que um recurso ia dar entrada no Supremo tribunal, nos prazos legais ou seja o mais tardar até terça-feira, contestando a vitória de Adama Barrow.

Estamos, pois, perante mais um desses exemplos gastos de presidentes africanos que perdem eleições e que depois rejeitam a sua derrota pondo em perigo a segurança das pessoas e o país, no caso, Yahya Jammeh, do pequeno país, Gâmbia, da África ocidental.

A União africana já condenou esta reviravolta de Yahya Jammeh, a quem convidou para "facilitar a transição pacífica e ordeira e transferir o poder" ao novo Presidente eleito, Adama Barrow.

A Organização continental africana, pediu ainda às forças de segurança para adoptarem uma posição neutra nesta crise.

De notar que durante 22 anos, o exército gambiano, manteve-se fiel a Yahya Jammeh e certos observadores, afirmam, que pelo menos metade das forças armadas, poderão dar o seu apoio ao presidente derrotado.

Para já, organizações humanitárias , já denunciaram prisões arbitrárias recurso à tortura e assassínio de opositores políticos pelo regime de Yahya Jammeh.

Ainda em matéria de reacções, os Estados Unidos, condenaram igualmente esta reviravolta de Jammeh que não passa de "tentativa flagrante de destruir um processo eleitoral crível para permanecer no poder de maneira ilegítima."  

Recorda-se que os resultados oficiais da eleição presidencial a uma volta deram uma vitória de 45,5 por cento a Adama Barrow, um promotor da imobiliária e 36,7 por cento ao presidente derrotado, Yammeh.

Mais tarde, a Comissão eleitoral, corrigiu os números, para 43,%3 a favor de Adama Barrow, garantindo a sua vitória, o que representa cerca de 20.000 votos de diferença com Yahya Jammeh.

Foi a partir dessa correcção da comissão eleitoral, que Jammeh, mudou de ideia, deixando de reconhecer a vitória de Barrow, alegando fraude e que ia recorrer ao Supremo Tribunal.

João Matos e a recusa de Jammeh em aceitar derrota nas presidenciais da Gâmbia

 

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