Direito /República Democrática do Congo

RDC: mortos e feridos na contestação a Kabila

Uma  patrullha da MONUSCO nas  ruas  de Kinshasa , capital da RD. Congo. 20 de Dezembro de 2016
Uma patrullha da MONUSCO nas ruas de Kinshasa , capital da RD. Congo. 20 de Dezembro de 2016 Photo MONUSCO Michael Ali

A decisão tomada por Joseph Kabila de permanecer no poder até Abril de 2018 , após o fim do seu mandato, tem desencadeado uma escalada da tensão política e social na República Democrática do Congo. Confrontos entre as forças de segurança e manifestantes descontentes, provocaram na terça-feira mais de uma dezena de mortos e 45 feridos por bala. O segundo e último mandato de Kabila, de acordo com a Constituição, terminou no dia 20 de Dezembro de 2016. As Nações Unidas denunciaram o uso de uma força excessiva, contra os contestários congoleses.

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 Segundo José Maria Aranaz, director do Bureau dos direitos humanos das Nações Unidas na RDC, a organização está muito preocupada com o recurso à uma força excessiva pelas autoridades congolesas, contra os manifestantes que contestam a permanência de Joseph Kabila, no poder . O porta-voz do governo congolês, Lambert Mende anunciou na terça-feira que morreram nove pessoas, entre as quais um polícia, acrescentando que os civis mortos estavam a efectuar saques . A ONG, Human Rigths Watch apontou para um total, de pelo menos 26 mortos . A sua homóloga congolesa Humanismo e Direitos Humanos , afirmou que durante os confrontos com as forças da ordem, morreram oito pessoas e trinta e cinco foram feridas em Katuba, um bairro da cidade de Lubumbashi.

 As negociações sobre o futuro do Chefe de Estado permanecem no impasse. O opositor Étienne Tshisekedi que suspeita Joseph Kabila de querer manter-se vitalíciamente no poder, apelou para que a população resista de forma pacífica ".

A França tenciona pedir a União Europeia , que esta última aplique novas sanções ao governo da República Democrática do Congo, se a crise política persistir no país africano.

 

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