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Quénia

Raila Odinga denuncia farsa da eleição presidencial no Quénia

Raila Odinga, dandidato da oposição denuncia farsa da eleição presidencial que deu vitória a Uhuru Kenyatta.
Raila Odinga, dandidato da oposição denuncia farsa da eleição presidencial que deu vitória a Uhuru Kenyatta. REUTERS/Thomas Mukoya
Texto por: João Matos
2 min

No Quénia o principal opositor Raila Odinga apelou os seus militantes a rubricarem abaixo-assinados e promovam reuniões para denunciar a reeleição na semana passada do presidente cessante, Uhuru Kenyatta, num escrutínio, no qual Raila Odinga, chegou a ponderar se devia ou não participar na eleição, que agora chama de farsa.

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O candidato da oposição na eleição presidencial, Raila Odinga, 72 anos, voltou a erigir-se, esta terça feira, 31 de outubro, em arauto da democracia, prometendo contestar até ao fim, a reeleição do presidente cessante, Uhuru Kenyatta.

"Não podemos continuar com esta farsa de eleição", declarou Raila Odinga, um dia depois da vitória de Kenyatta, com 98% dos votos.

Raila Odinga, que chegou a ponderar não se apresentar a esta eleição, que foi uma repetição do escrutínio anterior, anulado, pelo Supremo tribunal, por fraude, apelou ao boicote, pois, considerava que nunca seria livre e equitável.

O agora reeleito, Keniatta, tinha ganho a 8 de agosto, a eleição presidencial, com 54% por cento dos votos, mas, foi invalidada pela justiça, por fraudes denunciadas por Raila Odinga e comprovadas.

O discurso de hoje de Odinga era muito aguardado, muito ponderado, para não provocar violência nos feudos da oposição entre os seus apoiantes e a polícia queniana, como aconteceu no passado.

Mas, Odinga, apelou a reuniões e abaixo-assinados denunciando esta paródia de eleição e anunciou uma "campanha de resistência nacional".

Uma campanha que se inscreve no seu desejo de conseguir que seja realizada uma nova eleição, nos próximos 90 dias.

Não precisou se vai recorrer de novo para o Supremo tribunal, como fez, nas eleições de 8 de agosto, denunciando, "um país profundamente dividido" pela realização de eleições que não são  "livres, transparentes e credíveis".

Isto não passou duma "farsa de eleição que não devia ter sido permitida numa sociedade que se diz ser uma democracia", sublinhou Raila Odinga.

Raila Odinga, candidato da oposição denuncia farsa da eleição presidencial no Quénia

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