LIBÉRIA

Libéria: contestação da primeira volta das presidenciais

Supremo tribunal da Libéria com, no centro, a presidente cessante do país, Ellen Johnson Sirleaf.
Supremo tribunal da Libéria com, no centro, a presidente cessante do país, Ellen Johnson Sirleaf. Supremo Tribunal da Libéria

O Supremo Tribunal da Libéria auscultava hoje a Comissão nacional de eleições. Um órgão que indeferiu o recurso do terceiro candidato mais votado na primeira volta das eleições presidenciais Charles Brumskine denunciando irregularidades.

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A segunda volta das eleições presidenciais na Libéria deveria, porém, opor já na terça-feira 7 de Novembro, o senador e antiga estrela do futebol George Weah ao vice-presidente cessante Joseph Boakai.

Porém o terceiro candidato mais votado, logo excluído da segunda volta, Charles Brumskine do Partido da Liberdade, apresentara um recurso junto da Comissão de eleições denunciando irregularidades no processo.

Brumskine recebeu apoio de outras formações políticas, inclusive do presidente cessante, Joseph Boakai, que ficou em segundo lugar na primeira volta.

Este denuncia o suposto assédio dos militantes do partido de George Weah que voltou a ficar em primeiro lugar, como no último escrutínio presidencial, tendo perdido, porém na segunda volta para a presidente cessante Ellen Johnson Sirleaf.

Ouvido por Michel Arseneault, Joseph Boakai, candidato do Partido da Unidade e vice-presidente cessante prometia respeitar a decisão do Tribunal sejá lá qual fosse.

Joseph Boakai, candidato do Partido da Unidade da Libéria, vice-presidente cessante

Ouça acima a tradução das declarações do vice-presidente liberiano, transcritas aqui também.

"Respeitaremos a decisão do Tribunal seja lá qual for, mas dissemos de forma clara que a primeira volta do escrutínio foi manchada por irregularidades.

Muitas pessoas foram privadas do seu direito de voto e registámos também casos de fraudes.

É preciso rectificar a situação. A comissão nacional de eleições deve ser, eu diria, "limpa" antes da realização de qualquer escrutínio neste país.

Estamos a reclamá-lo porque se tal não é feito, as futuras eleições implicariam riscos importantes para todos os candidatos."

 

 

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