Líbia / Escravatura

Escravatura na Líbia : António Guterres "horrorizado"

Migrantes africanos numa base naval em Tripoli, depois de socorridos pela Marinha líbia, a 4 de Novembro de 2017.
Migrantes africanos numa base naval em Tripoli, depois de socorridos pela Marinha líbia, a 4 de Novembro de 2017. REUTERS/Ahmed Jadallah

O Secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou, nesta Segunda - feira, estar "horrorizado" com as imagens vídeo que mostram a venda de migrantes como escravos, na Líbia, e garantiu que esse comércio precisa ser investigado como possível crime contra a Humanidade.

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A rede de televisão norte - americana CNN difundiu na semana passada um vídeo que mostra homens africanos apresentados a compradores do norte de África, para um possível leilão de escravos.

"A escravidão não tem cabimento no nosso Mundo, e essas acções estão entre os mais atrozes abusos de direitos humanos, e podem constituir crimes contra a humanidade", disse António Guterres a jornalistas, nesta Segunda-feira.

"Estou horrorizado com as notícias da imprensa, e com os vídeos que mostram migrantes africanos na Líbia, em que se diz que estão a ser vendidos como escravos”, disse ainda o Secretário-geral da ONU.

António Guterres pediu a todas as autoridades competentes e a actores relevantes das Nações Unidas que investiguem esses leilões de escravos o mais rápido possível.

Oiça aqui as declarações do Secretário - geral da ONU, António Guterres :

Declarações de António Guterres, Secretário -geral da ONU

As imagens levantaram uma onda de indignação de vários líderes africanos, que pediram igualmente que seja realizada uma investigação. O Presidente da Guiné, Alpha Condé afirmou que estas às imagens mostram "um "comércio depreciável... de outra era".

O governo do Senegal expressou igualmente a sua indignação, e o Presidente do Níger, Mahamadu Issufu, disse que o assunto o deixou "profundamente triste", tendo pedido às autoridades líbias e organizações internacionais que façam "tudo o que for possível para deter essa prática".

Em comunicado publicado neste Domingo, no Facebook, o Primeiro-ministro adjunto da Líbia, Ahmed Metig, afirmou que o seu Governo - apoiado pela ONU- investigará este caso.

 

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