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Política/África do Sul

África do Sul: Congresso Nacional Africano decide após-Zuma

Militants entoam cantos à sua chegada ao 54° Congresso do ANC  em Soweto. 16 de  Dezembro de 2017
Militants entoam cantos à sua chegada ao 54° Congresso do ANC em Soweto. 16 de Dezembro de 2017 REUTERS/Siphiwe Sibeko
Texto por: RFI
4 min

Com em pano de fundo ,divergências sobre o futuro do Congresso Nacional Africano, no poder desde a instauração da democracia na África do Sul em 1994, o mais importante partido sul-africano, está reunido no seu 54° Congresso para eleger o novo presidente,sucessor de Jacob Zuma. Os dois principais aspirantes à sucessão de Zuma, são o actual vice-presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa e a ex-presidente da comissão da União Africana Nkosazana Dlamini Zuma,antiga esposa de Jacob Zuma. O congresso de Nasrecroad em Soweto, Johannesburg, durará cinco dias e de acordo com os analistas, decidirá o futuro do ANC, numa altura em que o partido perde terreno no capítulo eleitoral.

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Os cinco dias do 54° congresso em Nasrec road, em Soweto região de Johannesburg, vão decidir o futuro do ANC na África do Sul do pós-apartheid. Com em pano de fundo os escândalos de corrupção em que alegadamente estaria envolvido o Presidente Jacob Zuma e as divisões no seio do Partido, o congresso do ANC coloca frente à frente duas tendências. A de Jacob Zuma que apoia Nkosazana Dlamini Zuma, favorável à uma maior capacitação económica dos negros e a do ex-sindicalista, agora empresário-milionário, bem como vice-presidente sul-africano Cyril Ramaphosa,apoiado pelos círculos empresariais.

No seu discurso de abertura do congresso, o Presidente Jacob Zuma, reconheceu que os sul-africanos estão insatisfeitos com a governação do Congresso Nacional Africano. O desemprego e a probreza persistentes , que afectam uma maioria de sul-africanos, levaram os partidários de Nkosazana Dlamini Zuma a denunciar o monopólio exercido pelos sectores brancos sobre a economia e as finanças da África do Sul .

Jacob Zuma sublinhou que o descontentamento em relação ao Congresso Nacional Africano,reflecte-se nos fracos resultados eleitorais do partido em 2016. Após dez anos na liderança do ANC, Jacob Zuma deixa as rédeas de um partido em perda de popularidade e de acordo com ele próprio, mergulhado em querelas fúteis.

O Presidente da África do Sul e do Congresso Nacional Africano, afirmou que os membros do seu partido perdem mais tempo em disputas insignifcantes, do que a resolver os problemas importantes com os quais se confronta o país da África austral.

Segundo os analistas , uma eventual cisão no seio do ANC depois do congresso de Nasrec Road não deve ser excluída, se atendermos as divisões exacerbadas que prevalecem no seio do maior partido sul-africano,desde que o mesmo acedeu ao poder em 1994.

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