EUA/Saúde

Reforma de saúde é aprovada pela Câmara

O presidente Barack Obama e o vice-presidente Joe Biden, na Câmara de Representantes, durante o discurso sobre a reforma do sistema de saúde americano.
O presidente Barack Obama e o vice-presidente Joe Biden, na Câmara de Representantes, durante o discurso sobre a reforma do sistema de saúde americano. Reuters

Promessa de campanha do presidente norte-americano Barack Obama, a reforma, prioridade do governo democrata, vai beneficiar 32 milhões de pessoas sem seguro de saúde.

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«Os Estados Unidos continuam capazes de fazer grandes coisas.» Foi com essa frase que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, festejou a aprovação histórica no domingo, na Câmara de Representantes, da reforma do sistema de saúde americano. Uma reforma considerada prioritária pelo governo democrata. A votação foi apertada: 219 deputados votaram a favor, somente três a mais do que o necessário, e 212 contra. Considerada uma reforma impopular, pelo elevado custo para o bolso do contribuinte, 34 parlamentares democratas votaram contra a medida.

Obama teve de fazer concessões até a última hora, como, por exemplo, se comprometer a assinar um decreto reafirmando que nenhuma verba federal vai financiar o aborto nos Estados Unidos. O projeto de lei ainda terá que passar pelo Senado para a votação de emendas exigidas pela Câmara de Representantes, mas essa etapa é considerada sem riscos, já que os democratas têm margem suficiente de votos para sua aprovação. Obama deverá promulgar o texto nas próximas horas.

Objetivos

A reforma da saúde vai beneficiar quase 32 milhões de americanos sem cobertura médica, a um custo de 940 bilhões de dólares em 10 anos. Mesmo salgada, essa conta vai permitir uma redução do déficit orçamentário de 138 bilhões de dólares. O objetivo é dar cobertura a 95% dos americanos com menos de 65 anos.

Na queda de braço entre o governo e as seguradoras, venceu o governo, que conseguiu proibir as seguradoras de recusar cobertura a doenças pré-existentes. O texto cria em cada Estado americano uma bolsa de apólices de seguro médico para incitar a concorrência entre as seguradoras e combater os aumentos injustificados.

Carlos Eduardo Siqueira, professor especialista em Política de Saúde da Universidade de Massachussets

 

 

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