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OEA/Assembleia/Peru

Armas, Honduras e Irã são temas de assembleia da OEA

Os representantes dos 33 participantes da OEA se reúnem em Lima.
Os representantes dos 33 participantes da OEA se reúnem em Lima. OEA
Texto por: Ana Carolina Dani
2 min

O controle de armas é o principal assunto a ser discutido na Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, que acontece em Lima, Peru. Mas a volta de Honduras ao organismo e o dossiê nuclear iraniano também serão temas em pauta.  A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, participa da reunião de chanceleres, nesta segunda-feira. O brasileiro Celso Amorim estará ausente.

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São com opiniões bastante divergentes que Brasil e Estados Unidos participam da quadragésima Assembleia Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), em Lima, no Peru, com os representantes dos 33 Estados-membros da Organização.

Pelo menos dois assuntos opõem radicalmente a diplomacia brasileira à norte-americana. O primeiro é o programa nuclear iraniano. O Brasil, que junto com a Turquia, mediou recentemente um acordo com o Irã, para intercâmbio de material de baixo teor nuclear, é contra a aplicação de novas sanções contra o regime de Teerã e defende a via do diálogo.

Já os Estados Unidos, que acreditam que Teerã esteja querendo desenvolver a bomba atômica, querem que o Conselho de Segurança das Nações Unidas vote uma resolução impondo novas sanções ao governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Outro tema espinhoso é Honduras. Os Estados Unidos reconheceram o governo do presidente Porfírio Lobo, eleito em novembro do ano passado, após o golpe de Estado que levou à deportação do então presidente Manuel Zelaya, e defendem a volta do país à OEA. Já o Brasil, e outros governos latino-americanos, consideram a eleição de Lobo ilegítima e exigem condições para a volta de Honduras ao organismo. Na abertura da assembleia, no domingo, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, condicionou a volta de Honduras ao fim do exílio de Zelaya, atualmente na República Dominicana.

Honduras não figura na agenda da Assembleia Geral da OEA, mas será tratada nesta segunda-feira em sessões privadas pelos chanceleres, que não querem elevar o debate ao plenário tendo em vista as divisões existentes.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou à capital peruana na madrugada do domingo, mas não vai se reunir com o ministro Celso Amorim, que preferiu não participar da assembleia O governo brasileiro será representado pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.
 

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