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Colômbia/Venezuela

Colômbia e Venezuela retomam relações diplomáticas

O presidente Hugo Chavez e o novo chefe de estado colombiano, Juan Manuel Santos, fizeram as pazes nesta terça-feira.
O presidente Hugo Chavez e o novo chefe de estado colombiano, Juan Manuel Santos, fizeram as pazes nesta terça-feira. Reuters
Texto por: RFI
4 min

O presidente Hugo Chávez e o novo chefe de estado colombiano, Juan Manuel Santos, criaram uma comissão para discutir a suposta presença de guerrilheiros das FARC em território venezuelano, que desencadeou a crise entre os dois países em julho.

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Bastaram apenas 4 horas de reunião para que o novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o da Venezuela Hugo Chávez, tomassem a decisão política de por fim à crise bilateral. Em Santa Marta, no litoral colombiano, eles anunciaram a retomada das relações diplomáticas e criaram uma comissão para discutir o tema mais sensível da relação: a suposta presença de guerrilheiros colombianos em solo venezuelano.

O local do encontro que selou a paz, ao menos simbólico, foi a quinta onde Simon Bolivar, o herói da independência dos dois países e o ídolo maior de Hugo Chávez, morreu em 1830. A Comissão formada pelos chanceleres dos dois países buscará um mecanismo de cooperação para prevenir a presença de grupos armados à margem da lei, diz a declaração final, e será acompanhada pela secretaria-geral da UNASUL.

O presidente colombiano prometeu virar a página e olhar para o futuro na relação com Caracas. Já Chávez repetiu três vezes que seu país não tolera e nem permitirá a presença guerrilheira. Uma resposta às denúncias do então presidente colombiano Álvaro Uribe na OEA (Organização dos Estados Americanos) no dia 22 de julho, no estopim da crise.

Além da comissão de segurança, os países criaram outras quatro ligadas ao tema da fronteira, que discutirão comércio, relação econômica global, investimento social na divisa e obras de infraestrutura. Na instância comercial, Bogotá marcou um ponto: conseguiu de Caracas o compromisso de que os exportadores colombianos serão pagos e receberão a dívida de 800 milhões de dólares que devem aos contadores venezuelanos.

Riordan Roett, diretor do departamento de estudos sobre América Latina da Universidade Johns Gopkins de Washington

Chavez é volúvel, diz especialista

Para o diretor do Departamento de Estudos sobre a América Latina da Universidades Johns Hopkins, Riordan Roett,  o acordo é um bom sinal, mas o presidente Hugo Chávez é conhecido por ser volúvel. "Ele pode mudar de ideia a qualquer momento. Nunca se sabe", diz o especialista. Para ele, o Brasil empenhou-se na mediação do conflito já que não é interessante para o governo brasileiro que dois países da América do Sul rompam suas relações. "Por isso Lula trabalhou tanto nos bastidores", diz.

Colaboração de Flavia Marreiro, correspondente da Folha de S. Paulo na Colômbia, especial para a RFI,  e Lucien Adedo
 

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