Estados Unidos/START

Assinatura do novo Start marca nova vitória política de Obama

O presidente Barack Obama assinou, no dia 22 de dezembro, o texto da lei que autoriza os homossexuais militares a assumirem sua escolha sexual.
O presidente Barack Obama assinou, no dia 22 de dezembro, o texto da lei que autoriza os homossexuais militares a assumirem sua escolha sexual. REUTERS/Larry Downing

O Senado ratificou nesta quarta-feira o novo Start,  tratado de redução de armas nucleares com a Rússia. Treze senadores republicanos se uniram aos democratas e aprovaram o acordo por 71 votos contra 26.  A aprovação dessa e de outras medidas marcam um ano de vitórias políticas para Obama.

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Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

O Start, como é chamado, reduzirá os arsenais nucleares de cada país em 30% em comparação com o limite imposto em 2002 para 1550 ogivas. Além disto, inspetores norte-americanos e russos poderão voltar a campo para monitorar as armas.

O acordo é considerado uma prioridade da política externa do presidente Barack Obama, já que é parte fundamental da reestruturação das relações com a Rússia. Obama acredita ainda que o acordo vai produzir uma cooperação decisiva de Moscou com o Irã e o Afeganistão. Esta foi mais uma grande vitória para o presidente, que no mesmo dia assinou a lei que cancela a medida Don’t ask, Don’t tell para permitir que gays sirvam abertamente as Forças Armadas. Apesar da derrota nas eleições legislativas no começo de novembro, o presidente conseguiu um saldo positivo de conquistas antes do fim do mandato deste Congresso.

Desde as eleições, ele obteve a aprovação de outras medidas consideradas prioridade na agenda doméstica, como a manutenção do corte de impostos para quase todos os americanos e a extensão de um programa de beneficios aos desempregados. Uma pesquisa da rede de TV CNN mostrou que 56% dos americanos apoiam a maneira como o presidente agiu durante este período legislativo conhecido como ''Lame Duck”, momento anterior à posse de congressistas eleitos nas últimas eleições.

Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

Especialistas acreditam que as conquistas foram muito maiores do que qualquer um esperava. E muitos vão além. Para o historiador da Georgetown University Erick Langer, “Obama fez muito mais em dois anos do que muitos presidentes fizeram em dois mandatos.” Mas as dificuldades daqui pra frente só tendem a aumentar já que em janeiro os republicanos tomam o controle da Camara dos Representantes, aumentam os aliados no Senado, e novos republicanos ainda mais conservadores chegam ao Congresso. O presidente assumiu que as próximas batalhas serão dificeis. Mas ele espera que republicanos e democratas trabalhem juntos, como fizeram neste fim de ano, para o bem do povo americano.

 

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