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Paraguai/Venezuela

Líder radical da esquerda francesa apoia Lugo e Chávez e ataca EUA

O líder radical de esquerda da França, jean-Luc Mélenchon (à esq.) diz se inspirar em Hugo Chávez e apoia a sua reeleição.
O líder radical de esquerda da França, jean-Luc Mélenchon (à esq.) diz se inspirar em Hugo Chávez e apoia a sua reeleição. Reuters
Texto por: Leticia Constant
3 min

O líder da esquerda radical francesa, Jean-Luc Mélenchon, afirmou que a destituição do presidente paraguaio Fernando Lugo foi um "golpe de Estado" armado pelos Estados Unidos. Mélenchon está em Caracas para participar do Fórum de São Paulo, que começa hoje com a presença de mais de 600 representantes de movimentos da esquerda latino-americana.

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"Acredito que os gringos nos golpeiam de forma permanente... É chocante ver as semelhanças: agora a moda são os golpes de Estado, um no Equador, outro na Bolívia. São golpes que parecem ter caráter constitucional como foi o caso de Honduras e agora do Paraguai", declarou Jean-Luc Mélenchon à imprensa ao chegar a Caracas para participar do Fórum.

Mélenchon acusou os Estados Unidos de serem uma potência "paranóica e prejudicial". O político francês não conseguiu "engolir" o golpe contra Lugo pelo Senado paraguaio em 22 de julho, acusado de desempenhar mal as suas funções depois de um conflito armado que causou a morte de seis policiais  e 11 camponeses.

Mélenchon e Chávez

Jean-Luc Mélenchon viajou várias vezes para a Venezuela e apoia a aspiração do amigo Hugo Chávez a se reeleger em 7 de outubro. "As eleições venezuelanas são importantes... Se ganharmos, todos dirão que é normal, mas se perdermos sabemos o preço que pagaremos", declarou Mélenchon, afirmando que o governo de Chávez é uma "locomotiva para o resto do continente, inclusive para os brasileiros e argentinos".

O francês confessa que se inspira na "revolução bolivariana" de Chávez, constatando que existe um preconceito muito forte contra ele na Europa

Crise regional

Além de retirar seu embaixador de Caracas, o governo paraguaio também declarou como persona non grata o embaixador da Venezuela em Assunção. A decisão foi motivada, segundo as autoridades paraguaias, por "graves evidências" de intervenção de emissários de Hugo Chávez nos assuntos internos do Paraguai.
O sucessor de Fernando Lugo, Federico Franco, argumenta que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, e o embaixador equatoriano Julio Prado tentaram proteger Lugo do impeachment, numa conversa com a cúpula militar paraguaia gravada em um vídeo divulgado na terça-feira.

 

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