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Eleições americanas/redes sociais

Obama, o tuiteiro mais 'curtido' do mundo

Foto da conta de Barack Obama noTwitter.
Foto da conta de Barack Obama noTwitter. @BaracObama
Texto por: Taíssa Stivanin
4 min

Verdadeiro ‘case’ de marketing, a campanha presidencial de Barack Obama nas redes sociais se transformou no evento político mais tuitado da história dos EUA, segundo um comunicado divulgado pela rede social –foram mais de 20 milhões de mensagens. Só a foto do presidente abraçado à mulher, Michelle Obama, comemorando a vitória, nesta quarta-feira, teve mais de 630 mil retweets, confirmando a influência das redes sociais na opinião pública.

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A foto poderia ter sido tirada no jardim de um casal feliz como tantos outros, se o personagem principal em questão não fosse o presidente reeleito dos Estados Unidos. Nela, Barack Obama, em mangas de camisa e olhos fechados, abraça a primeira-dama, Michelle Obama, estrategicamente de costas : é ela a mulher, literalmente, que está por trás de sua vitória, mas é ele, neste momento, o sujeito da ação.

A imagem foi publicada nesta quarta-feira, às 2h15 no Twitter, no horário de Brasília. Ela recebeu 630 mil retuítes, ou retransmissões, a maior da história do site, acompanhada do texto ‘Four More Years’ (mais quatro anos). No Facebook, a foto foi ao ar um minuto antes, e teve 3 milhões de ‘curtir’, pulverizando todos os recordes da maior rede social do mundo.

Minutos antes, Obama, tuiteiro inveterado, havia escolhido a rede social para confirmar os resultados que já pareciam evidentes há alguns dias. As mensagens de 140 caracteres anteciparam o resultado oficial das eleições nos Estados Unidos– ao mesmo tempo que as redes de TV americanas anunciavam, com um atraso quase patético, a vitória dos democratas em Ohio. Nos minutos seguintes, o Twitter operou em ritmo acelerado: foram 317 mil tuites postados por minuto.

A verdade é que as eleições americanas confirmaram a revolução que já vem ocorrendo há algum tempo: o Twitter se transformou em um dos veículos de comunicação mais rápidos do mundo, desbancando qualquer agência de notícias em certos casos – a exemplo de Barack Obama. Muitos telespectadores, ouvintes e internautas perceberam que seria mais eficaz acompanhar a eleição e seus desdobramentos nas redes sociais que assistindo TV, ouvindo rádio ou clicando nos sites de notícias.

#iVoted, o hashtag da eleição

Com uma vantagem : a interatividade sem moderação. Eleitores, jornalistas, interessados ou partidários podiam responder, comentar, participar do debate através dos hahstags, termos seguidos de um asterisco para incluir as informações em um contexto ou categoria. Para estimular a população a ir às urnas, por exemplo, os eleitores americanos partidários do democrata criaram o hahstag #iVoted, com uma foto da cédula eleitoral. Muitos jornalistas perceberam que se aliar ao 'inimigo' é melhor do que combatê-lo, e cobriram a eleição em live-tweets, fornecendo informações inéditas de bastidores e coberturas à audiência ávida por novidades.

A lendária cadeira vazia

O presidente americano e sua equipe perceberam cedo a importância das redes sociais. Durante todo o mandato, e mesmo antes de apresentar sua candidatura, a equipe de Obama alimentou o Facebook e o Twitter com comentários, mensagens e fotos, que não lembravam em nada as imagens oficiais que outrora povoavam qualquer comunicação política. Um exemplo é a famosa imagem em que o presidente americano está sentado de costas em sua cadeira e que foi postada no Twitter, em resposta a Clint Eastwood.

Em agosto, durante a nomeação do candidato republicano Mitt Romney,  o ator interpretou um monólogo conversando com uma cadeira vazia, que simbolizava a ausência da ação do governo em questões essenciais. Barack Obama, como sempre, reagiu com um tuite: "Esta cadeira está ocupada", dizia a mensagem de 140 caracteres. Mais um ponto para sua equipe de campanha e para o presidente tuiteiro.

 

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