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EUA/Obama

Em seu primeiro discurso, Obama defende que ricos paguem mais impostos

O presidente americano Barac
O presidente americano Barac Foto: Reuters
Texto por: RFI
3 min

Em seu primeiro discurso depois de ser reeleito na Casa Branca nesta sexta-feira, o presidente americano Barack Obama disse  que os americanos mais ricos "devem pagar mais impostos" para reduzir o déficit do país. Ele também anunciou que convidaria os líderes democratas e republicanos do Congresso para encontrar uma solução para o impasse da crise orçamentária que atinge os Estados Unidos.

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Durante sua intervenção, Obama declarou que os americanos votaram esperando por resultados concretos do governo na adoção de políticas contra o desemprego. "Não podemos apenas simplesmente cortar despesas para trazer de volta a prosperidade. Se queremos reduzir o déficit, é preciso combinar cortes e novas receitas. Isso significa que os americanos ricos devem pagar um pouco mais de imposto", insistiu.

De acordo com o presidente, os americanos apoiaram sua concepção de luta contra o déficit público no mandato anterior, e isso é um motivo suficiente para que ele dê continuidade aos projetos. "Quero que fique claro. Estou aberto a novas ideias, mas recuso qualquer proposta calcada no desequílibrio entre o corte de gastos e o aumento das receitas’’, explicou. Repetindo seus argumentos usados na campanha, Obama indicou que se recusaria a impor aos estudantes e à classe média o reembolso do déficit da dívida americana, e poupar pessoas como, ele, que ganham mais de 250 mil dólares por ano. "Isso eu não farei", declarou de maneira enfática.

Também nesta sexta-feira, o presidente republicano da Câmara de Representantes, John Boehner, reiterou ser contrário ao aumento dos impostos para as classes mais altas, argumentado que isso dificultaria a criação de novos empregos. Ele explicou, entretanto, ser favorável à uma reforma do código tributário, que permitiria a extinção dos nichos fiscais e a criação de novas alíquotas de imposição. Os democratas e republicanos darão inicio às negociações sobre o chamado "muro orçamentario" em janeiro de 2013,  um projeto que prevê a adoção automática de cortes e o aumento geral de impostos. Um recurso que os dois partidos preferem evitar.

 

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