América Latina/violência

América Latina registra 74 jornalistas mortos em 3 anos

Jornalistas em meio ao fogo cruzado durante operação policial na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro, em outubro de 2009.
Jornalistas em meio ao fogo cruzado durante operação policial na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro, em outubro de 2009. Ricardo Moraes / Reuters

Pelo menos 74 jornalistas foram mortos nos últimos três anos na América Latina. A informação foi divulgada nesta sexta-feira por uma organização não-governamental da Guatemala. Os dois países mais perigosos para o exercício desta profissão, Honduras e México, registraram mais da metade deste número.

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O relatório da IFEX-ALC, uma rede de organizações de defesa da liberdade da imprensa na América Latina, apontou que, entre 2010 e 2012, 25 jornalistas foram mortos em Honduras e 24 no México. No Brasil, o número chegou a nove vítimas, enquanto o Equador registrou 7 jornalistas mortos. Peru e Colômbia apontaram 3 vítimas cada um ; Guatemala, duas, e Argentina, uma. Nenhum destes 74 assassinatos foi esclarecido ou penalizado.

“É necessário acabar com a cultura de impunidade e levar o direito à justiça a sério. O objetivo do relatório é de promover uma reflexão dos Estados, na esperança de que as informações divulgadas resultem em ações“, indica o documento.

Para um representante da ONG, Pedro Vaca, é necessário que o livre exercício da atividade seja garantido por medidas de proteção e justiça.

Entre os maiores fatores de risco para o jornalistas da região estão o crime organizado, a intolerância do poder público e a violência sexual.
 

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