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América do Sul

Cúpula da Unasul em Lima não discutirá readmissão do Paraguai

Os ministros das Relações Exteriores da Unasul posam para foto, em Lima
Os ministros das Relações Exteriores da Unasul posam para foto, em Lima REUTERS/Enrique Castro-Mendivil
Texto por: RFI
2 min

Nesta sexta-feira, a cidade de Lima, no Peru, recebe uma esvaziada cúpula da Unasul. O encontro, que deveria reunir os presidentes dos 12 países membros contabiliza, no mínimo, três ausências de peso: os mandatários de Venezuela (Hugo Chávez), Bolívia (Evo Morales) e Brasil (Dilma Rousseff). E o principal problema diplomático da região não será abordado. Trata-se da situação do Paraguai, excluído da organização desde a deposição do presidente Fernando Lugo.

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A volta do Paraguai como membro pleno da Unasul é condicionada à realização de eleições "livres e democrática", afirmou o assessore especial para assuntos internacionais da Presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia. Em entrevista ao correspondente da RFI em Buenos Aires, Márcio Resende, Garcia garantiu que "a Unasul não vai involuir na sua posição".

De acordo com ele, o órgão fixou uma data para as eleições. "Queremos eleições limpas e queremos que o Paraguai volte. Precisamos de um prazo para isso e a normalização do processo democrático e essa normalização passa concretamente hoje por eleições".

Marco Aurélio Garcia

Na ordem do dia, então, devem entrar medidas conjuntas para combater a crise econômica e o impasse colombiano com o Tribunal de Haia. Recentemente, Bogotá deixou de reconhecer o Tribunal, depois que ele determinou soberania nicaraguense sobre uma faixa do mar do Caribe, contra a vontade da Colômbia. Em contrapartida, a corte passou para a soberania colombiana o arquipélago de San Andrés.

"É muito claro para a Colômbia que é melhor chegar a acordos bilaterais nos quais os dois países saiam mais satisfeitos do que ir ao Tribunal Internacional de Haia", declarou a ministra das Relações Exteriores do país, María Angélica Holguín. De acordo com ela, a corte tem falhas jurídicas. "É difícil colocar nossa soberania e nossas fronteiras na mão de um tribunal que falha em direito".

Por fim, esta sexta Cúpula deve preparar um protocolo sobre a paz, a segurança a cooperação entre os países da América Latina, que permita criar condições de confiança mútua e avançar nas operações de remoção de minas das fronteiras, especialmente entre Peru, Equador e Chile.
 

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