Venezuela

Estado de saúde de Hugo Chávez continua delicado, afirma vice

O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, participa de missa para rezar pela saúde de Chávez, em 24 de dezembro
O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, participa de missa para rezar pela saúde de Chávez, em 24 de dezembro ©Reuters.

Os familiares do presidente venezuelano Hugo Chávez seguem a seu lado em Cuba, após novas complicações em seu estado de saúde reveladas nesse domingo pelo vice-presidente Nicolás Maduro. Chávez enfrenta novos problemas relacionados com a infecção respiratória diagnosticada pelos médicos na semana passada.

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Com ar preocupado, o vice Maduro informou em cadeia nacional de rádio e televisão que ficará em Havana para acompanhar a evolução de Chávez. O estado de saúde do presidente continua delicado após a quarta cirurgia contra o câncer, disse Maduro. Ele afirmou ter conversado ontem com Chávez, que transmitiu a todos os venezuelanos um feliz Ano Novo.

"Graças a sua força física e espiritual, o 'comandante' Chávez encara de frente esta difícil situação", disse o vice. Acompanhado de sua mulher, a advogada Cilia Flores, um ministro e uma das filhas do presidente, ele garantiu que permanece em Cuba até que a condição de Hugo Chávez evolua. "Estamos confiantes no fato de que a avalanche de amor e solidariedade com o 'comandante', sua imensa vontade de viver e os cuidados dos melhores especialistas médicos ajudarão nosso presidente a ganhar esta batalha", declarou.

Por conta do delicado estado de saúde de Hugo Chávez, as celebrações de ano novo previstas para acontecer na praça Bolívar, em Caracas, estão canceladas, informou um representante do governo.

Tensão política
Se o líder socialista de 58 anos não tiver condições de assumir o mandato presidencial - o que, a princípio, deveria acontecer em 10 de janeiro próximo - a Constituição venezuelana exige que novas eleições sejam convocadas em 30 dias. No entanto, a possibilidade de um adiamento da cerimônia de posse foi levantada pelo presidente do Congresso, Diosdado Cabello, para o desagrado da oposição mais radical.

O líder opositor Henrique Capriles, que enfrentou Chávez nas últimas eleições, preferiu manter-se diplomático e afirmou que a eventual não tomada de posse não tiraria do "comandante" o status de presidente eleito. Nestas circunstâncias, seria preciso avaliar se sua incapacidade seria temporária ou definitiva. Parte de seus correligionários o acusou de "chavista" por conta desta declaração.

Mas, de acordo com a Carta Magna do país, caso o presidente esteja temporariamente sem condições de assumir o cargo diante do Congresso no dia 10, ele poderia fazê-lo diante do Legislativo. O texto não prevê prazo máximo para isso. Por isso, Cabello descartou qualquer possibilidade de realizar um novo pleito: "Nosso presidente se chama Hugo Chávez, ele foi reeleito, ratificado e está no coração de todos os venezuelanos".
 

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