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EUA/América Latina

Evo Morales expulsa agência americana da Bolívia

Evo Morales discursa na Praça das Armas, em La Paz
Evo Morales discursa na Praça das Armas, em La Paz REUTERS/David Mercado
Texto por: RFI
2 min

O presidente boliviano, Evo Morales, anunciou nesta quarta-feira a expulsão de seu território da agência americana para o desenvolvimento internacional (USAID), sob acusações de conspiração e ingerência na política interna boliviana. O ato foi uma resposta ao secretário de Estado americano, John Kerry que, em abril, declarou à comissão de assuntos estrangeiros da Câmara dos Deputados, que a América Latina era o "quintal dos fundos" dos Estados Unidos.

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A informação foi confirmada pelo próprio mandatário diante de milhares de pessoas, no discurso da Festa do Trabalho, na Praça das Armas, em La Paz. A USAID, que atua no país desde 1964, está na Bolívia "por motivos políticos e não sociais" disse Morales. De acordo com ele, esta e outras instituições ligadas à embaixada dos Estados Unidos em La Paz "conspiram contra o povo e, particularmente, contra o governo nacional".

Em resposta a Kerry, o presidente disse que os Estados Unidos "sempre acreditarão que podem manipular (a América Latina) política e economicamente. Mas isso foi outra época". Diante do público, Morales encarregou seu ministro das Relações Exteriores, David Choquehuanca, de comunicar à embaixada americana a expulsão deste "instrumento que insiste em uma mentalidade de dominação e submissão".

Em 2008, pelos mesmos motivos, a Bolívia já havia expulsado o embaixador e a agência antidrogas dos Estados Unidos. Em represália, Washignton tirou algumas facilidades tarifárias no comércio com La Paz. Em 2011, os dois países assinaram um acordo que previa a normalização das relações bilaterais e o estabelecimento de embaixadores. Mas a tentativa não deu em nada.

A área mais conflituosa diz respeito ao combate às drogas. Depois da expulsão da DEA, os Estados Unidos reduziram sua contribuição no setor a US$ 5 milhões. No orçamento deste ano, o governo boliviano aumentou a verba de US$ 26 milhões para US$ 34 milhões.
 

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