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EUA/escândalo

"Não sou traidor nem herói, sou apenas um americano'', diz Edward Snowden

Vista aérea de la NSA, a Agência Nacional de Segurança
Vista aérea de la NSA, a Agência Nacional de Segurança Foto: Reuters
Texto por: RFI
3 min

O ex-agente da CIA Edward Snowden, responsável pela revelação de dois programas de rastreamento eletrônico e telefônico do governo americano, disse nesta quarta-feira que pretende ficar em Hong Kong, onde está desde o dia 20 de maio. Ele também prometeu novas revelações sobre o caso, que suscita um grande debate sobre a questão da privacidade dos internautas em todo o mundo.  

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As declarações de Snowden são trechos de uma entrevista exclusiva que ele concedeu ao jornal Le South China Morning, e que será publicada na íntegra amanhã. ‘’Não sou nem traidor nem herói. Sou apenas um americano’’, disse o técnico, que deverá fazer novas revelações “explosivas” sobre os programas do NSA, agência de segurança americana que monitora as contas de cidadãos americanos e residentes no Google, You Tube, Facebook, Skype entre outras empresas, além de ligações telefônicas.

Nesta entrevista, Snowden também falará sobre o medo das consequências do seu ato para sua família, além de seus projetos. O ex-agente da CIA de 29 anos vivia no Havaí em uma casa confortável com sua companheira. Seu pai, que vive na Pensilvânia, foi interrogado pela polícia, mas se recusou a falar com a imprensa.

A entrevista para o jornal chinês aconteceu em um local secreto em Hong Kong. Esta é a segunda vez que o técnico em Informática conversa com a imprensa, desde que revelou sua identidade ao The Guardian neste domingo. Parlamentares americanos exigem sua extradição, ressaltando que existe um acordo com Hong Kong neste sentido.Snowden poderia pegar de 15 a 20 anos de prisão.

"Muitos pensam que eu cometi uma falha escolhendo Hong Kong, mas estão enganados. Não estou aqui para fugir da Justiça, mas para revelar faltas erros graves", disse. Ele também falou que lutará contra a extradição. "Minha intenção é pedir à Justiça e à população de Hong Kong que tomem essa decisão. Não tenho nenhum motivo para duvidar desse sistema." O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, o aconselhou a se refugiar na Rússia ou na América do Sul.

Uma pesquisa do jornal Washington Post e do Instituto Pew, publicada nesta segunda-feira, mostrou que 56% dos americanos interrogados pensam que o rastreamento de ligações telefônicas é uma maneira "aceitável" para lutar contra a ameaça terrorista.
 

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