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Colômbia/ Farc

Farc anunciam pausa nas negociações de paz com governo colombiano

O negociador das Farc, Pablo Catatumbo, durante coletiva de imprensa em Havana, em foto do dia 10 de agosto de 2013.
O negociador das Farc, Pablo Catatumbo, durante coletiva de imprensa em Havana, em foto do dia 10 de agosto de 2013. REUTERS/Enrique de la Osa
Texto por: RFI
3 min

A guerrilha das Farc anunciou nesta sexta-feira que fará uma pausa nos diálogos com o governo colombiano em Havana, para analisar a proposta do presidente Juan Manuel Santos de realizar um referendo sobre um futuro acordo de paz. "Ante esta nova circunstância, a delegação de paz das Farc decidiu fazer uma pausa na discussão para se concentrar-se exclusivamente na análise das conseqüências da proposta governamental", afirmou a guerrilha, por comunicado.

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O texto foi lido à imprensa por Pablo Catatumbo, integrante da delegação que negocia a paz com o governo Santos em Havana, desde novembro de 2012. "Pedimos que entendam que queremos agir com responsabilidade, com sensatez, maturidade, com ponderação na análise desta conjuntura que nos foi apresentada", declarou Catatumbo.

O dirigente guerrilheiro, que não informou quanto tempo vai durar esta pausa, recordou que o grupo rebelde havia proposto convocar "uma assembleia nacional constituinte para que o cidadão decida sobre temas cruciais para todos os colombianos". O governo rejeitou essa ideia, com o argumento de que não seria o mecanismo adequado.

A discussão em Havana abrange uma pauta de cinco itens, dos quais até agora só houve acordo sobre a questão agrária. Atualmente é debatida a integração da guerrilha à vida política, e depois entrarão em discussão o narcotráfico, a indenização para as vítimas da violência e o fim do conflito propriamente dito.

O presidente colombiano anunciou na quinta-feira o envio ao Congresso de um projeto de lei que prevê um referendo em 2014 sobre o eventual acordo de paz com as Farc. O conflito matou cerca de 200 mil pessoas em quase cinco décadas.

O referendo, apoiado por partidos aliados do governo, coincidiria com as eleições legislativas ou presidenciais de 2014. Atualmente, a lei colombiana proíbe a realização de consultas paralelas às eleições. "Consideramos que seria muito oportuno revogar essa proibição, essa restrição para esse caso específico, caso cheguemos a esses acordos em Havana", disse Santos a jornalistas.

A Colômbia terá eleições legislativas em março e presidenciais em maio, quando Santos deve se candidatar a um novo mandato de quatro anos.

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