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Venezuela/Protestos

Oposição cancela manifestação em Caracas após "ameaças"

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello (centro), durante ato em apoio às Forças Armadas, em Caracas.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello (centro), durante ato em apoio às Forças Armadas, em Caracas. REUTERS/Jorge Silva
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O partido de oposição Vontade Popular, o mais radical nos ataques à gestão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cancelou uma manifestação que estava prevista neste sábado (15) em Caracas em repúdio aos abusos policiais durante os protestos que já deixaram 28 mortos no país. O partido afirma ter recebido ameaças. Paralelamente, autoridades do governo participaram de manifestação de apoio às Forças Armadas, em Caraca.

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Pelo Twitter, o porta-voz do partido Vontade Popular, Johan Merchan, informou que decidiu cancelar a manifestação ante "as ameaças de grupos violentos". O presidente da legenda, Leopoldo Lopez, está preso desde meados de fevereiro por "incitação à violência".

Na quinta-feira, Maduro lançou uma ofensiva policial contra redutos de militantes radicais de oposição, nas localidades de San Cristobal e Valencia. Os policiais detiveram vários militantes antigoverno e apreenderam materiais que seriam utilizados na construção de barricadas e na fabricação de bombas caseiras.

Ontem à noite, novos enfrentamentos entre policiais e antichavistas foram registrados na praça Altamira, zona leste de Caracas. Segundo a ong Fórum Penal, 15 pessoas foram presas.

Marcha chavista

Centenas de chavistas marcharam neste sábado até a Academia Militar de Caracas, onde foram recebidos por Maduro, para demonstrar apoio às Forças Armadas venezuelanas. As forças de segurança do governo têm sido criticadas pela forma truculenta como dispersam os protestos.

A marcha chavista foi encabeçada pelo presidente da Assembleia Nacional e n° 2 do governo venezuelano, Diosdado Cabello, e pela ministra da Defesa, Carmen Meléndez. Diante das câmeras de TV, Cabello disse que "o povo e as forças armadas defendem nas ruas a revolução bolivariana, a herança de Hugo Chávez, a pátria e a Constituição".

 

 

 

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