Argentina/Abutres

Juiz pede que Argentina e "abutres" negociem para evitar calote

Decisão sobre fundos abutres pode encorajar investidores a recusar planos de anulação de dívida para lucrar sobre países em dificuldade financeira
Decisão sobre fundos abutres pode encorajar investidores a recusar planos de anulação de dívida para lucrar sobre países em dificuldade financeira RFI

O juiz encarregado do litígio entre a Argentina e os chamados fundos abutres pediu que as partes negociem e evitem um calote do país que, na opinião dele, seria a pior coisa. Ou seja: quase nada mudou e as conversas devem continuar amanhã.

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Mas o advogado da Argentina já afirmou que não se pode esperar uma solução até o fim do mês. Na audiência em Nova York, o magistrado Thomas Griesa afirmou que, caso Buenos Aires não arque com seu compromisso, "pessoas vão sofrer".

A Justiça americana havia estabelecido o prazo de 30 de julho para que a Argentina começasse a pagar o 1,3 bilhão de dólares que deve a dois fundos especulativos, os únicos de seus credores que não aceitaram o plano de reestruturação da dívida, após a quebra do país, em 2001.

Jurisprudência

No fim de junho, o mesmo Thomas Griesa havia bloqueado os pagamentos argentinos a seus outros credores, estimando que eles eram ilegais, caso os fundos abutres não começassem a ser reembolsados.

Este caso é seguido de perto pelo mercado financeiro global. Teme-se que a decisão americana abra jurisprudência, o que impeliria especuladores a recusar qualquer plano de reestruturação de dívida, na esperaça de reaver a integralidade do valor dos títulos.

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