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EUA/ sequestro

Jornalista retorna aos EUA após 22 meses de sequestro na Síria

Peter Theo Curtis(a esquerda), cidadão americano sequestrado por um grupo ligado a Al-Qaeda na Síria, foi libertado.
Peter Theo Curtis(a esquerda), cidadão americano sequestrado por um grupo ligado a Al-Qaeda na Síria, foi libertado. REUTERS/Brian Snyder
Texto por: RFI
2 min

O jornalista Peter Theo Curtis, que ficou sequestrado durante quase dois anos por radicais na Síria, voltou nesta terça-feira (26) aos Estados Unidos, dois dias após ser libertado. Por 22 meses, Curtis foi refém do grupo rebelde islâmico Frente Al-Nusra.

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O jornalista, de 45 anos, reencontrou a mãe, Nancy Curtis, no Aeroporto Internacional Logan de Boston, após um voo de Tel Aviv para Newark, Nova Jersey. "Estou muito comovido e emocionado com todas as pessoas que estão à minha volta hoje, desde desconhecidos no avião e o pessoal de bordo e, especialmente, toda a minha família, para me dar as boas vindas", disse Curtis após chegar a Boston.

"Estou profundamente em dívida com os funcionários americanos que trabalharam no meu caso. Quero agradecer especialmente ao governo do Catar por interceder a meu favor", destacou.

Polêmica sobre resgate

Peter Theo Curtis foi libertado na Síria no domingo, com a mediação do governo do Catar junto à Frente Al-Nusra, braço sírio da rede Al-Qaeda. A família do repórter afirmou que o governo catari informou não ter oferecido resgate em troca da libertação do jornalista, em meio ao debate sobre a política dos Estados Unidos de não pagar por reféns a grupos extremistas.

Pesquisador, escritor e jornalista freelance, Curtis foi entregue aos soldados da ONU nas Colinas de Golã, no domingo à noite. A libertação aconteceu menos de uma semana depois da divulgação do vídeo com a execução de outro jornalista americano, James Foley, sequestrado na Síria pelo Estado Islâmico (EI), um grupo diferente do que manteve Curtis em cativeiro.

A Frente Al-Nusra luta contra o presidente Bashar al-Assad e contra os extremistas do Estado Islâmico. De acordo com os familiares, o americano foi capturado “logo após atravessar a fronteira síria em outubro de 2012”. Durante todo o período do cativeiro, o sequestro de Curtis e as negociações para a libertação foram mantidos em segredo pelas autoridades americanas.

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