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Estados Unidos/Estado Islâmico

Obama afirma que Pentágono ainda "está planejando" ataques na Síria

O presidente americano Barack Obama não quer colocar "o carro na frente dos bois" e atacar bombardear o EI na Síria imediatamente
O presidente americano Barack Obama não quer colocar "o carro na frente dos bois" e atacar bombardear o EI na Síria imediatamente REUTERS/Kevin Lamarque
Texto por: RFI
4 min

Em pronunciamento feito no início da noite desta quinta-feira (28), o presidente americano, Barack Obama, descartou a possibilidade de ataques imediatos em território sírio, alegando que Washington ainda traça uma estratégia para combater os jihadistas naquele país. O responsável pelo plano é o secretário da Defesa, Chuck Hagel.

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Obama afirmou que não pretende colocar "os carros na frente dos bois" e que os Estados Unidos não precisam escolher entre o presidente Bashar al-Assad e os combatentes do Estado Islâmico, descartando mais uma vez qualquer colaboração com Damasco. "Continuaremos a apoiar a oposição moderada, porque precisamos oferecer ao povo sírio uma alternativa a Al-Assad e o Estado Islâmico", afirmou o chefe da Casa Branca.

Obama avalia que o dirigente sírio "perdeu toda a legitimidade" na comunidade internacional. "Não vejo nenhum cenário no qual al-Assad seria capaz de levar a paz a uma região de maioria sunita. Até aqui, ele jamais demonstrou qualquer vontade de compartilhar o poder com eles ou de buscar um acordo", acrescentou.

Desde a decapitação do jornalista americano James Foley, veiculada na internet por jihadistas na semana passada, Washington cogita atacar o grupo na Síria. Al-Assad aceita colaborar com o Ocidente no combate a esse "inimigo comum", mas afirmou que qualquer operação militar em território sírio deve ser coordenada com o governo local. Caso contrário, será considerada uma agressão.

Prioridade ao Iraque

De acordo com o presidente americano, que pediu a formação de uma coalizão internacional contra o Estado Islâmico, a atual prioridade do Pentágono é expulsar os jihadistas dos territórios que eles tomaram no Iraque. Desde o dia 8 de agosto, a Força Aérea americana já promoveu mais de 100 ataques aéreos no norte do Iraque - uma ajuda fundamental para que o exército iraquiano e as forças curdas pudessem recuperar a barragem estratégica de Mossul, que estava nas mãos dos jihadistas.

Barack Obama anunciou também na quinta que enviará seu secretário de Estado, John Kerry para o Oriente Médio, onde o avanço do Estado Islâmico é cada vez mais preocupante. Para o general Martin Dempsey, o Estado Islâmico só pode ser derrotado se for atacado também em território sírio.

Escalada de violência jihadista

Nas últimas 24 horas, o Estado Islâmico executou mais de 160 soldados capturados na província de Raqa, no norte da Síria. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, parte das vítimas foi capturada quando os jihadistas tomaram uma base militar no final de julho, e o restante, durante o ataque ao aeroporto de Tabqa, no último domingo. Nesta ofensiva, o Estado Islâmico consolidou seu domínio no território.

Ainda de acordo com o OSDH, a Força Aérea síria matou "vários chefes militares e religiosos" do grupo próximo de Deir Ezzor. Nas colinas de Golan, na fronteira do país com Israel, 43 capacetes azuis das ilhas Fiji foram feitos reféns de um "bando armado não identificado", informou um diplomata da ONU.

Eles foram capturados depois de violentos combates entre o Exército sírio e insurgentes. Desde 2011, mais de 190 mil pessoas morreram na guerra entre o regime Bashar al-Assad e grupos rebeldes, mas o conflito passou para segundo plano com o avanço do Estado Islâmico.

Diante do crescimento do grupo ultrarradical, o presidente francês, François Hollande, pediu que a comunidade internacional se prepare para dar uma resposta humanitária e militar. Mas, assim como Barack Obama, ele descartou qualquer colaboração com al-Assad, a quem classificou como "aliado dos jihadistas".
 

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