América Latina/Imigração

Latino-americanos estão emigrando menos para fora do continente, diz Cepal

A secretaria executiva da Cepal, Alicia Bárcena.
A secretaria executiva da Cepal, Alicia Bárcena. Foto: Carlos Vera/CEPAL

Um estudo sobre a imigração realizado entre 2000 e 2010 pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e divulgado nesta terça-feira (11) indica uma redução no fluxo migratório para fora do continente e um aumento entre os países da região. Atualmente, 28,5 milhões vivem fora de seus países de origem – o equivalente a 4% dos latino-americanos.

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Este número, no ano 2000, era de 26 milhões de pessoas. 70% dos que deixam o continente tem como destino os Estados Unidos. Em segundo lugar vem a Espanha, que recebe 8% destes imigrantes. O México é o país em que mais pessoas decidem buscar a vida em outro lugar, representando 40% do total de migrantes do continente.

O estudo mostra que os fluxos intra-regionais aumentaram em um ritmo de 3,5% ao ano entre 2000 e 2010, uma aceleração em relação aos 20 anos anteriores, quando esta taxa era de apenas 1%. Argentinos, venezuelanos, costarriquenhos e dominicanos estão entre os povos que mais partem viver em outros países dentro do continente.

Chegada de europeus é pequena

Os dados revelados pela Cepal mostram que o número de pessoas nascidas fora da América Latina diminuiu entre 2000 e 2010 na Argentina, no Brasil, no Equador e no Uruguai. EM compensação, aumentou na República Dominicana, na Bolívia, no México e no Panamá.

A imigração ultramarina, principalmente a vinda de espanhóis, se intensificou nos últimos anos por causa da crise econômica europeia, mas o estudo mostra que o processo ainda é insignificante se comparado ao movimento inverso, de sul-americanos em direção à Europa.

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