EUA/FMI

EUA pedem que FMI perdoe parte da dívida dos países vítimas do ebola

Washington pede ao FMI que perdoe parte da dívida de países atingidos pelo Ebola. O Secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew durante cúpula no Cairo. 27/10/14
Washington pede ao FMI que perdoe parte da dívida de países atingidos pelo Ebola. O Secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew durante cúpula no Cairo. 27/10/14 REUTERS/Hassan Ammar/Pool

Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira (12) que o FMI (Fundo Monetário Internacional) perdoe uma parte da dívida dos três países africanos mais atingidos pela epidemia de Ebola: Guiné, Libéria e Serra Leoa. O anúncio foi feito em um comunicado pelo secretário do Tesouro americano, Jacob Lew.

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Os Estados Unidos devem descontar, no total, US$ 100 milhões, mas o valor exato só será anunciado após uma reunião entre os 188 membros do Fundo. De acordo com o secretário, o FMI teve um “papel fundamental” na economia dos três países, cedendo no fim de setembro, um suplemento orçamentário global de U$ 130 milhões.

Antes do início da epidemia, a Liberia, a Guiné e a Serra Leoa já recebiam assistência financeira da instituição. De acordo com o secretário do Tesouro Americano, o perdão da dívida permitirá a promoção da "estabilidade econômica", liberando os recursos para cobrir "as necessidades imediatas e as medidas de reestabelecimento a longo prazo."

O FMI ainda não respondeu ao pedido do governo americano. De acordo com as estimativas do Fundo, a epidemia de ebola já matou mais de 5 mil pessoas.
A crise sanitária pode custar 3,5 pontos percentuais ao crescimento econômico em Serra Leoa (contra 11,3% previstos atualmente) e na Libéria (contra 5,9%) e 1,5 ponto na Guiné (contra 3,5% esperados).

O Banco Mundial estima que uma propagação da epidemia poderia custar mais de Us$ 32 milhões ao oeste da África até o fim de 2015.
 

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