EUA/Imigração

Obama apresentará pacote de medidas para regularizar imigrantes ilegais

O presidente norte-americano, Barack Obama, em foto de 8 de novembro de 2014
O presidente norte-americano, Barack Obama, em foto de 8 de novembro de 2014 REUTERS/Jonathan Ernst

Nesta quinta-feira (20), o presidente norte-americano, Barack Obama, apresenta uma série de medidas para regularizar uma parte dos 11 milhões de imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos. Antes mesmo de conhecida a proposta, a oposição republicana já acusa o chefe de Estado de abuso de poder.

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Em um vídeo divulgado no Facebook, ele afirmou que "todo mundo concorda" que o sistema de imigração do país não funciona mais. "Infelizmente, Washington deixou essa situação se agravar com o tempo". A partir das 20h dessa quinta-feira (20), ele deve dizer o que pode fazer "para que o sistema funcione melhor".

De acordo com a imprensa, essas medidas devem beneficiar pais de crianças que têm cidadania americana e pessoas que têm documentos de permanência por período indeterminado (os chamados green cards). Com o novo plano, eles podem receber permissão para trabalhar legalmente, além de proteção contra deportação. No total, cerca de 5 milhões de pessoas podem ser beneficiadas.

Para John Cornyn, segunda maior liderança republicana no Senado, a decisão que o presidente se prepara para tomar é "inconstitucional e ilegal" e terá forte impacto negativo sobre o futuro da democracia.

"Se o 'imperador' Obama ignora os americanos e anuncia um projeto de anistia que ele mesmo reconheceu várias vezes estar além de seu poder constitucional, ele destruirá suas chances de passar leis no Congresso, não só sobre esse assunto, mas sobre muitos outros", ameaçou Michael Steel, porta-voz de John Boehner, presidente republicano da Câmara dos Representantes.

Contingência antiga

A alfinetada fez referência a uma declaração que Obama fez em 2013. Perguntado sobre a situação das famílias que eram separadas por conta das deportações, ele disse: "O problema é que eu sou o presidente dos Estados Unidos, não o 'imperador' dos Estados Unidos. Meu trabalho é fazer com que as leis que são votadas sejam aplicadas".

Em 2012, Barack Obama introduziu um programa chamado Daca ("Deferred Action for Childhood Arrival"), que oferece documentos de permanência temporária aos menores que chegaram aos Estados Unidos com menos de 16 anos. Com isso, cerca de 600 mil clandestinos receberam autorizações de trabalho renováveis por dois anos.

De acordo com uma pesquisa encomendada pela NBC/Wall Street Journal e publicada nesta quarta-feira, 48% dos americanos desaprovam a gestão Obama no que se refere à imigração, contra 38% que são favoráveis.
 

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