Chile/tortura

Torturadores do pai da presidente chilena são condenados

Michelle Bachelet, presidente do Chile.
Michelle Bachelet, presidente do Chile. REUTERS/Cristobal Saavedra
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Dois coronéis aposentados foram condenados nesta sexta-feira (21) por terem torturado o pai da presidente chilena, Michelle Bachelet. Edgar Cevallos Jones vai cumprir três anos de prisão e Ramon Cáceres Jorquera, a três anos, por “crime de tortura que levaram à morte” do general da aeronáutica Alberto Bachelet Martinez.

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Bachelet, fiel ao presidente deposto Salvador Allende, foi preso após o golpe de Estado de 1973 e acusado de traição. Como outros oponentes à ditadura (1973-1990) de Augusto Pinochet, o pai de Michelle era levado regularmente da prisão para a Academia de Guerra e Aeronáutica, onde era torturado.

O general morreu de um ataque cardíaco no dia 12 de março de 1974, aos 50 anos, após uma longa série de interrogatórios, quando foi novamente torturado por Cáceres Jorquera e Cevallos Jones. O anúncio do veredito foi saudado pelo governo chileno, que o considerou como “um passo à frente para fazer avançar a verdade e a justiça”.

Três mil mortos

Cerca de três mil pessoas foram sequestradas e mortas – ou desapareceram – durante os 17 anos de ditadura no Chile e outras 28 mil foram torturadas no mesmo período. O general Pinochet morreu em 2006, aos 91 anos, sem ter sido julgado pelos crimes cometidos durante o seu sangrento governo.

A presidente Michelle Bachelet também foi torturada pelo regime, antes de se refugiar na Alemanha Oriental com sua mãe, Angela Jeria.

 

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