Colômbia/Farc

Farc libertam soldados e dá primeiro passo para retomada do diálogo na Colômbia

Juan Manuel dos Santos, presidente da Colômbia, disse que a libertação dos soldados pelas Farc é prova da a maturidade do processo de paz.
Juan Manuel dos Santos, presidente da Colômbia, disse que a libertação dos soldados pelas Farc é prova da a maturidade do processo de paz. REUTERS/Javier Casella/Colombian Presidency/Handout via Reuters

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deram um primeiro passo rumo a retomada do diálogo de paz nesta terça-feira (25), ao libertar dois soldados. Os guerrilheiros pedem agora que o exército colombiano suspenda as operações para que um general seja solto, ainda esta semana.

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Os dois militares, de 23 e 24 anos, foram libertados em uma zona rural na província de Arauca, perto da fronteira com a Venezuela. Eles haviam sido sequestrados durante combates no dia 9 de novembro. Os ex-reféns foram entregues à uma missão humanitária controlada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, comemorou a libertação. “Esse é um passo importante que mostra a maturidade do processo de paz”, disse o chefe de Estado.

As negociações entre a guerrilha e Bogotá estavam em andamento há dois anos em Havana, mas o processo havia sido interrompido após a captura, em 16 de novembro, do general Ruben Alzate, oficial de mais alta patente detido até agora pelo grupo rebelde. As autoridades colombianas continuam pedindo que o militar seja solto, mas os representantes das Farc exigem que antes o exército “suspenda imediatamente” suas operações na região.

Além das Farc, as forças armadas ainda têm que enfrentar o ELN (Exército de Liberação Nacional), uma guerrilha paralela que proibiu a circulação na zona até quarta-feira (26).

Fundadas na década de 60 após uma revolta camponesa, as Farc e o ELN são as últimas guerrilhas de extrema-esquerda ainda em atividade no país. Elas reúnem, respectivamente, 8 mil e 2,5 mil combatentes, concentrados principalmente em regiões rurais na Colômbia. O conflito armado é o mais antigo da América Latina e causou, em meio século de duração, a morte de cerca de 220 mil pessoas.

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