México/Crime

México anuncia reformas para combater crime organizado

O presidente mexicano Enrique Peña Nieto pretende reformar o sistema de polícia municipal.
O presidente mexicano Enrique Peña Nieto pretende reformar o sistema de polícia municipal. REUTERS/Bernardo Montoya

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, anunciou nesta quinta-feira (27) uma reforma constitucional para tentar combater a criminalidade no país. Uma das medidas previstas pelo chefe de Estado é o desmantelamento da polícia municipal, acusada de envolvimento com o crise organizado. A decisão é tomada em meio à crise provocada pelo desaparecimento de 43 estudantes, em setembro, no estado de Guerrero.

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Com o novo sistema, o governo pretende substituir as “mais de 1800 polícias municipais fracas, que podem ser facilmente corrompidas pelos criminosos, por 32 corporações sólidas de segurança regional”, explicou o presidente Peña Nieto durante uma messagem à nação. O projeto também conta com a possibilidade de o governo federal assumir o controle dos municípios "quando há indícios suficientes de que a autoridade local está envolvida com o crime organizado”.

O presidente mexicano indicou que os estados de Michoacán, Jalisco e Tamaulipas, além de Guerrero, serão os primeiros onde as polícias municipais serão dissolvidas. As mudanças fazem parte de uma reforma constitucional que será apresentada na próxima segunda-feira (1°) no Parlamento. “O México não pode mais continuar assim”, ressaltou Peña Nieto, em alusão ao desaparecimento de 43 estudantes no mês de setembro.

O episódio, que provocou indignação nacional e internacional, desencadeou uma das piores crises da história política mexicana. Familiares dos jovens desaparecidos fizeram uma careata que percorreu todo o país para pressionar o governo. O protesto terminou em confrontos violentos entre manifestantes e a polícia no centro da Cidade do México. 

Corpos decapitados

O anúncio de Peña Nieto é feito no mesmo dia em que pelo menos 11 corpos decapitados foram descobertos em uma estrada de Guerrero, próximo ao local onde os jovens desapareceram em setembro. Os cadáveres estavam parcialmente queimados e apresentavam marcas de ferimentos de bala. As vítimas seriam jovens, com cerca de 20 anos de idade.

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