UE/ Mercosul

Brasil “não perdeu a paciência com a Argentina”, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira, em Bruxelas.
A presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira, em Bruxelas. REUTERS/Francois Lenoir

A presidente Dilma Rousseff declarou não ter ficado frustrada com o resultado da reunião para tratar sobre as negociações de um tratado de livre comércio com a União Europeia, ocorrida nesta quinta-feira (11) em Bruxelas. Dilma reconheceu que a Argentina travava as negociações, pelo lado latino-americano, mas destacou que o governo brasileiro não “perdeu a paciência” com Buenos Aires.

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A expectativa de Brasília era que as ofertas de cada bloco fossem apresentadas em breve. No entanto, o máximo que as duas partes conseguiram no encontro desta manhã foi acertar que a troca de propostas deve ocorrer “até o fim do ano”.

 

“Não, não saio frustrada. Isso não significa que não terá data”, disse Dilma, antes de embarcar de volta para o Brasil. “Nós vamos fazer uma proposta de troca de ofertas. Eles têm de olhar as condições deles e fazer a mesma proposta.”

Para a presidente, o Mercosul sinalizou estar unido nessa negociação comercial, que contaria com o apoio da Argentina. Dilma admitiu que Buenos Aires “era” quem travava o diálogo até pouco tempo atrás, mas rejeitou a ideia de que a culpa pela demora em concluir o acerto seja somente dos latino-americanos. “Não existe motivo para a Argentina não ir conosco. Ela tem essa disposição”, afirmou. “Essa visão de que o governo perdeu a paciência com a Argentina não representa jamais o que o governo brasileiro pensa. A Argentina é um grande parceiro nosso.”

A comissária europeia de Comércio, Cecilia Malstrom, disse que “os dois lados estão comprometidos” em concluir as negociações, porém a preparação das propostas ainda precisa de tempo. “Ainda temos que trabalhar, para garantir um ao outro as garantias do nível de ambição das nossas ofertas respectivas”, sublinhou.

 

Já o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, explicou que o acordo deve ser “abrangente e ambicioso”, para contemplar todas as áreas de interesse dos dois lados. “Coincidimos que os negociadores se encontrariam no meio tempo, de hoje até a reunião para a troca de ofertas para esclarecer alguns detalhes, enquanto cumprimos com todo o ritual necessário nos dois blocos, para efetivamente trocarmos as nossas ofertas até o último trimestre do ano”, explicou o ministro.

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