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Angola e França reforçam cooperação

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O presidente angolano, José Eduardo Dos Santos recebido,  terça-feira 29 de Abril 2014, no Eliseu pelo seu homólogo francês, François Hollande.
O presidente angolano, José Eduardo Dos Santos recebido, terça-feira 29 de Abril 2014, no Eliseu pelo seu homólogo francês, François Hollande. REUTERS/Remy de la Mauviniere

O périplo africano do Presidente François Hollande iniciado no Benim e que hoje termina nos Camarões, foi marcado por uma importante componente económica durante a sua etapa angolana, alguns dos aspectos desta nova dinâmica que Angola e França pretendem instituir no seu relacionamento, são ilustradas na reportagem, do nosso enviado especial a Luanda, Miguel Martins .

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François Hollande deixou esta tarde Luanda, após uma manhã intensa em torno do Fórum de Negócios Angola/França e de uma audiêcia com o seu homólogo José Eduardo dos Santos, duante a qual ambos vincaram a importância dos protocolos assinados entre entidades dos dois países.

Estes devem materializar uma nova dinâmica das relações bilaterais, agora já sem o melindre do passado em torno das condenações pela justiça gaulesa de entidades francesas, por causa da alegada venda ilegal de armas a Angola, um caso que ficou conhecido como "Angolagate".

Os tempos são outros e agora há que ir muito além da tradiconal cooperação no âmbito do petróleo, onde a francesa Total é responsável por um terço das exportações do crude angolano.

José Eduardo dos Santos considerou esta deslocação um marco indelével no reforço da cooperaçao bilateral

François Hollande lembrou a importância do apoio francês num momento de dificuldades ligadas à queda do preço do petróleo

Para além de dois novos protocolos com a congénere angolana Sonangol, outros acordos foram assinados incluindo um entre o grupo hoteleiro Accor e a angolana AAA, visando a construção de 50 hotéis em todo o país até 2017.

A Air France deverá poder intensificar as suas rotas para Luanda, passando a três voos semanais.

Um protocolo de intenções na área da defesa foi também aqui anunciado.

E isto já que o momento é de apostar na diversificação da economia angolana, com uma tónica bem diferente da do passado.

José Eduardo dos Santos preconizou uma série de medidas visando o reforço da cooperação com a França

François Hollande vincou a importância da visita francesa

Em pleno ano de conferência sobre as alterações climáticas, que terá lugar em Dezembro em Paris, muito se falou aqui do empenho angolano em prol do sucesso do evento e das necessidades de promover políticas, que tenham em consideração a preservação do meio ambiente.

Ambos os estadistas assumiram pontos de vista convergentes, relativamente aos dossiers geopolíticos do momento, o papel de Luanda e de Paris na transição na República Centro-Africana desempenhou aqui um papel preponderante, numa deslocação que José Eduardo dos Santos profetizou vir a ser desde já um marco indelével no reforço da aproximação entre os dois países.

Crónica do nosso enviado especial a Angola, Miguel Martins

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