Timor-Leste/CPLP

CPLP no centro das atenções em Timor-Leste

Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores angolano.
Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores angolano. Liliana Henriques/RFI

Em Díli, Timor-Leste, decorre a 20ª reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na qual vai ser debatida a nova visão da organização.

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Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores angolano, está presente em Díli bem como os outros oito representantes das nações que fazem parte da CPLP.

Em declarações à imprensa, Georges Chikoti afirmou que a organização não tem de se precipitar em adoptar uma nova visão. "Isso implica alterações dos estatutos e mais contribuições. Muitos de nós já pertencemos a outras organizações e é necessário que sejamos todos comedidos, especialmente num período em que muitos dos nossos países atravessam uma certa crise em termos financeiros", declarou Georges Chikoti, acrescentando, "é necessário que tudo o que vamos fazer seja à dimensão dos Estados e não possa ferir muito. Compreendemos que há muitas coisas que as pessoas querem fazer. Naturalmente tudo não pode ser feito. Nenhuma organização de governos pode fazer com uma agenda tão pesada e com muitas coisas", realçou.

Ouça aqui a entrevista de Georges Chikoti sobre a nova visão da CPLP.

Georges Chikoti sobre as modificações na CPLP

Georges Chikoti abordou também temas como uma possível colaboração petrolífera entre os países da comunidade, afirmando que se deve aproveitar em particular as experiências de países como Angola, Brasil e Portugal.

Georges Chikoti sobre a colaboração no domínio do petróleo

Georges Chikoti não esqueceu o tema da mobilidade ou da liberalização da circulação, que ele julga ser um tema mais delicado. "A maior parte das pessoas deveria emigrar para um ou dois ou três países e não para os oito. E é bom que não seja um peso para os países que vão ter que receber mais gente, se tivermos um sistema de visto liberalizado e geral. São estes receios que a comunidade poderá ter", relembrou o ministro das Relações Exteriores angolano.

Georges Chikoti sobre os vistos

De referir que esta reunião precede a cimeira de chefes de Estado e de Governo de 2016, que marcará o arranque da presidência brasileira.

Noutro plano, Georges Chikoti falou à imprensa dum assunto interno, os activistas detidos. O ministro das Relações Exteriores angolano rejeitou que esses mesmos activistas detidos nos últimos meses em Angola sejam presos políticos, considerando que o Estado não aceitará quem procurar "alterar a ordem constitucional".

Georges Chikoti sobre os activistas detidos

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