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Angola

Angola: muçulmanos denunciam destruição de mesquitas

De acordo com António Pedro Emous, certas mesquitas foram destruídas por não terem obtido autorização de construção.
De acordo com António Pedro Emous, certas mesquitas foram destruídas por não terem obtido autorização de construção. DR
Texto por: Liliana Henriques
7 min

Certas vozes da comunidade islâmica angolana têm vindo a público para denunciar restrições à sua liberdade de culto no momento em que o governo tem conduzido nos últimos meses uma auscultação aos líderes religiosos com vista a submeter ao parlamento possíveis alterações à legislação sobre a liberdade religiosa em Angola.  

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Num país onde têm vindo a multiplicar-se as igrejas, muitas continuam por oficializar. De acordo com o Instituto de Assuntos Religiosos de Angola, existem ao todo 1200 igrejas e congregações religiosas no país mas apenas 83 são reconhecidas legalmente. Em virtude da actual lei sobre a liberdade religiosa, para uma seita ou religião ter existência legal, tem que agregar pelo menos 100 mil fiéis. Contudo, depois de emendas, este texto poderia reduzir esta fasquia mínima a 60 mil fiéis para o Estado reconhecer legalmente uma congregação religiosa.

Todavia, neste cenário, o Islão tem um estatuto específico: apesar da sua existência ser conhecida, a religião muçulmana em Angola continua por registar legalmente. Ao confirmar que várias mesquitas têm sido destruídas pelo país fora, António Pedro Emous, presidente do Centro Islâmico de Documentação em Luanda, considera que obstáculos a nível político contribuem para a ausência de legalização do Islão em Angola. Favorável à proposta da redução do número mínimo de fiéis para uma religião ser legalizada, este responsável não deixa contudo de se mostrar crítico perante o surgimento de múltiplas congregações no país.

António Pedro Emous, presidente do Centro Islâmico de Documentação

 

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