Angola

Angola acusa Portugal de ingerência no caso dos activistas

Angola acusa Portugal de ingerência no caso dos activistas
Angola acusa Portugal de ingerência no caso dos activistas Foto RFI / Marie-Line Darcy

Em entrevista ao jornal de Angola o embaixador Marcos Barrica acusa Portugal de querer diabolizar o país com o caso da detenção dos activistas. Acusações retomadas no editorial do diário que avança que a visita a Luaty Beirão abre "precedente grave" com Portugal. 

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Em causa está a visita do embaixador português em Angola a Luaty Beirão o activista que esta detido, juntamente com outros jovens, desde o passado dia 20 de Junho de acusados de rebelião contra o chefe de Estado José Eduardo dos Santos. A reunião de João da Câmara com Luaty Beirão não foi bem vista pelas autoridades angolanas.

O embaixador angolano em Portugal, José Marcos Barrica, acusa Portugal de utilizar o caso dos activistas para voltar a "diabolizar Angola". As acusações retomadas no editorial do Jornal de Angola onde por ler-se que mais uma vez Portugal "se volta a colocar do lado errado". Em declarações à agência de notícias Lusa, o general e dirigente do MPLA, Bento dos Santos 'Kangamba acusou Portugal de ingerência nos assuntos angolanos, avisando que Lisboa não tem "consciência jurídica e política".

Bento dos Santos 'Kangamba' general e dirigente do MPLA em Angola

 

Luaty há 36 dias em greve de fome

Têm sido vários os apelos e as manifestações para que Luaty Beirão termine com a greve de fome, e para que o Presidente angolano liberte os activistas. Na passada sexta-feira, o relator especial sobre a Situação dos defensores dos Direitos Humanos das Nações Unidas apelou ao governo angolano para libertar os activistas. Uma postura saudada pelo activista e jornalista Rafael Marque que afirma que "durante muitos anos ONU negligenciou os direitos humanos no país".

Rafael Marques acredita que esta pressão pode ter consequências políticas muito sérias para o chefe de Estado angolano" ele pode não mudar, mas se o Luaty morrer por causa da sua intransigência também será a morte política do Presidente José Eduardo Santos".

Rafael Marques, actvista e jornalista em Angola

 

O Tribunal Provincial de Luanda deverá iniciar a 16 de Novembro o julgamento dos 17 activistas acusados de prepararem uma rebelião e um atentado contra o Presidente angolano em sessões que deverão decorrer até ao dia 20 de Novembro.

 

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