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Angola

Família "chocada" exige reabilitaçao da imagem de Jonas Savimbi

Jonas Savimbi no Call of Duty : Black Ops 2.
Jonas Savimbi no Call of Duty : Black Ops 2. Call of Duty
10 min

A família de Jonas Savimbi está chocada com a utilização da imagem do líder histórico da UNITA no jogo "Call of Duty" e interpôs uma acção judical por difamação contra a filial francesa da empresa norte-americana que edita o jogo, um processo inédito em França.

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No jogo "Call of Duty o líder histórico da UNITA surge numa missão no Cuando Cubango em 1986, em  plena guerra civil angolana, a ajudar  o herói a resgatar um agente da CIA, numa alusão à aliança da UNITA com os Estados Unidos, durante a Guerra Fria.

Esta quarta-feira ocorreu a segunda audiência neste processo e a justiça deverá pronunciar-se a 24 de Março.

Um dos seus filhos, Durão de Montenegro Cheya Savimbi, chocado pela violências das imagens refere que o jogo desvirtua a personalidade política do seu pai : "imagem que o torna num sanguinário pura e simplesmente, toda a sua dimensão política está completamente apagada, como filhos de Jonas Savimbi nós estamos chocados". 

Durão de Montenegro Cheya Savimbi

Cheya Savimbi afirma ainda "nós temos filhos que têm esse nome...o indivíduo no jogo é simplesmente alguém que mata para obter um certo resultado...o adolescente que joga aquele jogo vai ficar com a impressão de que Jonas Savimbi era um assassino...a história não está contada correctamente nesse jogo".  

Denunciamos também que  "toda a biografia do personagem são todos dados exactos do meu pai... o que tem que ficar claro é que a utilização, a limitação, a redução deste homem num instrumento de guerra, isso nos choca".

Esta é primeira vez em França, que um editor de jogos de video é processado por difamação. Para a advogada da família,  Carole Enfert, o problema está ligado à má utilização da imagem do líder histórico da Unita. "O principio é acima de tudo preservar a honra de um familiar. O que está em causa é que alguém se possa encontrar num jogo, com a mesma cara, com o mesmo nome que é utilizado com fins meramente comerciais".

Visão diferente tem o editor do jogo, Etienne Kowalski, que evoca a liberdade de expressão e a descrição dos factos, argumentando ainda, que no jogo Jonas Savimbi é lisonjeado ao ser o aliado do personagem principal.

Além da indemnização, os filhos de Jonas Savimbi exigem a reabilitação da imagem do pai e a retirada do jogo considerado insultuoso para a memória do fundador da UNITA.

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