Penas de 2 a 8 anos de prisão para activistas angolanos

Jovens activistas durante o processo
Jovens activistas durante o processo REUTERS/Herculano Corarado

O tribunal de Luanda condenou, esta segunda-feira, 17 activistas angolanos a penas entre dois anos e três meses e oito anos e seis meses de prisão efectiva.

Publicidade

Os activistas foram julgados por co-autoria de actos preparatórios para uma rebelião e por associação criminosa.

No caso dos 15+2, a sentença mais pesada proferida pelo Tribunal de Luanda recaiu sobre Domingos da Cruz. O professor universitário foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por ser considerado líder da associação criminosa.

Recorde-se que o professor é autor da tradução do livro que os activistas estudavam durante reuniões semanais. Livro esse que foi utilizado como prova pela acusação.

Já para o músico luso-angolano Luaty Beirão, a pena foi de cinco anos e seis meses de cadeia rendo sido também condenado por falsificação de documentos.

Os activistas acabaram por não ser acusados de co-autoria de actos preparatórios para um atentado contra o presidente angolano José Eduardo dos Santos. A acusação, levada a cabo pelo Ministério Público, foi retirada pelo mesmo na fase das alegações finais mantendo no entanto o pedido de condenação por crime de associação de malfeitores.

A defesa e o Ministério Público anunciaram que vão recorrer da decisão. Após a leitura da sentença, um amigo dos arguidos, de seu nome "Damo" gritou dizendo que o julgamento era uma "palhaçada" e terá sido detido.

Correspondência de Luanda

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI