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Angola

Angola: Congresso do MPLA arrancou hoje

Apoiantes do MPLA a 29 de Agosto de 2012, durante um comício de José Eduardo dos Santos em Kilamba Kaixi, nos arredores de Luanda.
Apoiantes do MPLA a 29 de Agosto de 2012, durante um comício de José Eduardo dos Santos em Kilamba Kaixi, nos arredores de Luanda. AFP PHOTO/STEPHANE DE SAKUTIN
Texto por: RFI
6 min

Arrancou hoje, em Luanda, o VII congresso do MPLA. Na reunião de quatro dias, o partido deve reeleger como líder o presidente do partido José Eduardo dos Santos. Destaque para a entrada de dois dos filhos do presidente no Comité Central.

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Começou, esta quarta-feira, no Centro de Conferência de Belas, em Luanda, o VII congresso ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no qual se vai confirmar a nova composição do Comité Central, liderada pelo presidente do partido e do país José Eduardo dos Santos.

A reunião, que vai durar até sábado, deve reeleger José Eduardo dos Santos como líder do MPLA já que foi o único candidato à presidência do partido.

José Eduardo Dos Santos afirmou, na abertura do congresso, que o seu partido está preparado para vencer as próximas eleições de 2017 e apelou aos angolanos para não permitirem que forças externas interfiram nos assuntos internos do seu país.

Oiça aqui a reportagem de Alberto de Jesus:

Alberto de Jesus, Correspondência de Angola

O congresso vai também eleger o Comité Central, o órgão deliberativo máximo do partido, tendo a sua composição passado de 311 para 363 militantes.

Dois filhos do chefe de Estado vão estrear-se no Comité Central: José Filomeno dos Santos (conhecido como 'Zenú') e Welwistchea dos Santos (conhecida como 'Tchizé').

José Filomeno dos Santos foi proposto pela estrutura da juventude do partido, a JMPLA, e tem sido apontado como possível sucessor do pai no partido, tal como Isabel dos Santos, nomeada pelo pai para a administração da petrolífera estatal Sonangol. De acordo com a AFP, Isabel dos Santos não deverá integrar a lista do Comité Central.

Welwistchea dos Santos foi proposta para o Comité Central pela estrutura feminina do partido, a Organização da Mulher Angolana (OMA).

Em Março, José Eduardo dos Santos, que está no poder em Angola há praticamente 37 anos, afirmou que deixaria a vida política em 2018. As eleições gerais são em 2017.

A cerimónia de abertura do congresso deve contar com a presença de três mil participantes, incluindo 2600 delegados das 18 províncias e de núcleos do partido na diáspora, de acordo com o Jornal de Angola.

Início do congresso coincide com conferência de imprensa de activistas angolanos

O início do congresso do MPLA coincide com uma conferência de imprensa dos 17 activistas angolanos que tinham sido condenados a penas de prisão por rebelião e que foram libertados por decisão do Supremo Tribunal, após um ano na cadeia. Os jovens vão falar sobre o "encarceramento bárbaro" que viveram desde Junho do ano passado até 29 de Junho deste ano.

A maioria das detenções aconteceu a 20 de Junho de 2015, depois de os jovens do movimento revolucionário angolano terem participado em reuniões para um curso de formação de activistas.

Nas reuniões era estudado o livro “Ferramentas para destruir o ditador e evitar nova ditadura   Filosofia Política da Libertação para Angola", do professor universitário Domingos da Cruz, uma adaptação da obra "From dictatorship to Democracy", de Gene Sharp, que inspirou as revoluções da "Primavera Árabe”.

O processo ficaria conhecido como "15+2", em alusão aos 15 activistas que ficaram  em prisão preventiva e duas jovens que aguardaram o julgamento em liberdade.

O caso foi bastante mediatizado a nível internacional, com o rapper Luaty Beirão a protagonizar uma greve de fome de 36 dias.

 

 

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