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Grandes Lagos

Crise na RDC analisada em Luanda

Joseph Kabila, chefe de Estado da RDC
Joseph Kabila, chefe de Estado da RDC DR
Texto por: RFI
3 min

Angola acolhe esta quarta-feira a cimeira dos Grandes Lagos. Em cima da mesa vão estar a crise política na RDC, a situação no Burundi, na República Centro Africana e Sudão do Sul. No encontro participam o Presidente angolano José Eduardo Santos, da RDC Joseph Kabila, Denis Sassou Nguesso do Congo, Idriss Deby do Chade e Edgar Lungu o chefe de Estado da Zâmbia.

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Durante as próximas vinte e quatro horass responsáveis políticos vão analisar a situação no Burundi, na República Centro Africana, no Sudão do Sul, no entanto será a crise política na RDC que irá dominar grande parte das atenções.

A República Democrática do Congo tem estado a ferro e fogo nos últimos meses com a oposição a exigir ao Presidente Kabila que termine o mandato, que acaba a 19 de Dezembro, e que marque eleições. Segundo a constituição Joseph Kabila não se poderá a apresentar a um novo mandato, ele que cumpriu dois, e segundo a oposição o chefe de Estado está a adiar as eleições para poder permanecer no poder. No entanto uma decisão do Tribunal permite a Kabila continuar no poder até Abril de 2018.

Acordo prevê governo de transição até 2018

No passado dia 18 de Outubro o governo e parte oposição assinaram um acordo, na presença do ministro angolano das relações exteriores, Angola que preside a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos-CIRGL- Este acordo prevê a criação de um governo de transição até 2018 com um primeiro-ministro da oposição e eleições em Abril do mesmo ano.

Para Georges Chicoty o acordo vai permitir aliviar a pressão na sociedade na RDC, todavia os principais partidos de oposição boicotaram estas negociações. A oposição que convocou para hoje uma manifestação em frente à sede da União Africana em Kinshasa.

81% dos Congoleses opõem-se à revisão da Constituição

Numa sondagem realizada em colaboração com a universidade de Nova Iorque 81% dos congoleses opõem-se à revisão da constituição. O resultado deste inquérito realizado a mais de 7500 congoleses indica que se as eleições tiverem lugar hoje Joseph Kabila ficaria em terceiro lugar com 7,8%. Enquanto os líderes da oposição Moïse Katumbi recolheria 33% e Etienne Tshisekedi 18%.

União Europeia ameaça com sanções

Depois do ministro francês dos Negócios Estrangeiros,Jean-Marc Ayrault, ter vindo pedir a Joseph Kabila que respeite a constituição e marque eleições a União Euroepa aumentou a pressão sobre a RDC e ameaça impor sanções ao país se o escrutínio não tiver lugar em 2017.

Quem participa na cimeira

No encontro participam os Presidentes de Angola José Eduardo Santos, da RDC Joseph Kabila, do Congo Denis Sassou Nguesso, do Chade Idriss Deby do Chade e Edgar Lungu da Zâmbia. Estram igualmente representados os enviados especiais da ONU, UA, EUA, UE.

Os grandes ausentes são os chefes de Estado do Uganda, Ruanda e Quénia. O Presidente Uhuru Kenyatta, cancelou uma visita oficial depois do ataque do Al-Shabab em Mandera.

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